"12 Anos de Escravidão" faz história com Oscar de melhor filme
O drama "12 Anos de Escravidão" ganhou o Oscar de melhor filme já na madrugada desta segunda-feira, fazendo história como o primeiro filme de um diretor negro a ganhar a maior honraria da indústria cinematográfica em 86 anos da premiação.
O retrato da escravidão pré-Guerra Civil dos Estados Unidos pelo diretor britânico Steve McQueen também ganhou outras duas estatuetas, incluindo melhor atriz coadjuvante para a novata Lupita Nyong'o e melhor roteiro adaptado baseado no livro de memórias de Solomon Northup, um homem livre vendido como escravos na Louisiana.
"Todo mundo merece não apenas sobreviver, mas viver, este é o legado mais importante de Solomon Northup", disse McQueen em seu discurso ao receber o Oscar.
O filme superou o suspense "Gravidade", do cineasta mexicano Alfonso Cuarón, que, no entanto, acumulou o maior número de estatuetas da noite com sete, incluindo o Oscar de melhor diretor para Cuarón, o primeiro latino-americano a ser premiado nesta categoria.
"Gravidade", estrelado por Sandra Bullock como uma astronauta perdida no espaço ao lado de George Clooney, levou a maioria dos prêmios técnicos, como efeitos visuais e fotografia, uma recompensa por seu trabalho pioneiro em expressar espaço e leveza.
Em um dos anos mais fortes para a produção do cinema na memória recente, os mais de 6.000 eleitores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas distribuíram estatuetas douradas do Oscar entre os muitos filmes em disputa.
Foi uma boa noite para o longa de baixo orçamento "Clube de Compras Dallas", um filme biográfico de um ativista da Aids que recebeu três prêmios Oscar, incluindo os dois prêmios de atuação masculina.
Matthew McConaughey, com uma reviravolta notável em sua carreira, ganhou como melhor ator por sua interpretação do homofóbico vitimado pela Aids Ron Woodroof, um papel para o qual perdeu 23 quilos.
Seu colega Jared Leto ganhou como melhor ator coadjuvante por seu papel como ajudante de um improvável negócio de Woodroof, a mulher transexual Rayon, para o qual também emagreceu drasticamente.
A australiana Cate Blanchett levou o Oscar de melhor atriz por interpretar uma socialite abalada pelos crimes financeiros de seu marido no filme de Woody Allen "Blue Jasmine.
"Muito obrigado Woody por ter me escolhido", disse Cate.
O filme italiano "A Grande Beleza", que retrata a alta sociedade de Roma, ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro. Foi o primeiro Oscar do diretor Paolo Sorrentino e o 11º da Itália, que se torna o país mais premiado desde 1956, quando essa categoria foi introduzida.
O conto de princesas nórdicas "Frozen" ganhou o Oscar de melhor filme de animação, o primeiro dos estúdios Disney desde que a categoria foi introduzida em 2002.
A comediante e apresentadora Ellen DeGeneres voltou a comandar a cerimônia neste ano, em uma aparição que muitos consideraram calculada para dar um tom mais leve à maior noite de Hollywood, após a performance provocante de seu antecessor, Seth MacFarlane.
Descontraída, Ellen se misturou com a plateia, tirando fotos "selfie" com vários artistas e postando no Twitter, quebrando o recorde de retweets.
O grande perdedor da noite foi "Trapaça", do diretor David O. Russell, que foi embora de mãos vazias, apesar de o filme ter sido indicado para 10 categorias, o mesmo número que "Gravidade".
A atriz de origem queniana Lupita foi um dos grandes destaques da noite, não só pelo vestido pálido azul da Prada no tapete vermelho, mas por seu discurso comovente.
Ao receber o primeiro Oscar da noite para "12 Anos de Escravidão", Lupita, de 31 anos, homenageou a sua personagem.
"Não posso deixar de pensar por um momento que tanta alegria na minha vida é graças a tanta dor de outra pessoa, e assim quero saudar o espírito de Patsey, por sua orientação", disse ela, emocionada.
Matthew McConaughey leva Oscar de melhor ator por "Clube de Compras Dallas"
Matthew McConaughey ganhou o Oscar de melhor ator por seu papel em "Clube de Compras Dallas", na 86ª cerimônia de entrega do Oscar no Teatro Dolby, em Los Angeles, na madrugada desta segunda-feira.
É o primeiro Oscar de McConaughey, de 44 anos, uma vez conhecido principalmente como o belo ator em comédias românticas, como "O Casamento dos Meus Sonhos" e "Como Perder um Homem em 10 Dias".
"Primeiro, eu quero agradecer a Deus, que é para quem eu olho lá em cima", disse o ator ao receber o prêmio. "Ele enfeitou a minha vida com oportunidades que eu sei que não são da minha mão ou de qualquer outro humano."
"Seja para o que for que olhemos para cima, o que quer que olhemos à frente e seja lá o que for o que estamos perseguindo, para isso eu digo: 'Amém', para isso eu digo: 'Tudo bem, tudo bem, tudo bem'", afirmou.
McConaughey, que perdeu 23 quilos para o filme, vive Ron Woodroof, um eletricista e eventual participante de rodeios, cuja vida toma caminhos inesperados ao ser diagnosticado com Aids, em meados dos anos de 1980, quando a doença era tão mais perigosa e desconhecida. Machão arrogante e cheio de si, ele logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica.
O inimigo de Ron - quase até mais que a doença - será o sistema de saúde e seus meandros. Sempre batendo de frente com seus médicos, o protagonista burla leis, compra AZT roubado (na época, o remédio usado no tratamento).
Quando a médica muda de lado e se torna uma aliada - também por interesses científicos sobre os efeitos da droga -, os dois percebem que altas doses do remédio podem ser mais prejudiciais do que benéficas no controle.
A mudança radical acontece quando Ron cruza a fronteira com o México, onde procura um médico norte-americano expatriado que lhe sugere uma combinação de outras drogas e uma dieta específica para aumentar a imunidade.
Em pouco tempo, Ron se torna um tipo de traficante, receitando a mesma combinação a pessoas com Aids - obviamente, ele é o fornecedor das drogas. O negócio é tão lucrativo que, com a ajuda da travesti Rayon (Jared Leto), monta e administra um escritório num quarto de hotel. Logo uma fila gigantesca se forma, uma evidência do vulto que a epidemia estava assumindo naquela época.
O setor do governo responsável pela fiscalização dos medicamentos está batendo na porta de Ron. E aí que o filme mostra a omissão do Estado que, aliado à indústria farmacêutica, parece mais interessado na burocracia do que na corrida para salvar vidas, sem demonstrar nem ao menos compaixão.
Também disputavam o prêmio Bruce Dern, por "Nebraska", Chiwetel Ejiofor, por "12 Anos de Escravidão", Leonardo DiCaprio, por "O Lobo de Wall Street", e Christian Bale, por "Trapaça".
"Gravidade" ganha Oscar de melhor fotografia e edição de filme
O drama "Gravidade" ganhou mais duas estatuetas do Oscar, de melhor fotografia e melhor edição de filme, na 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles, na madrugada desta segunda-feira.
"Gravidade" já levou prêmios de mixagem de som, edição de som e efeitos visuais.
É um drama cheio de efeitos especiais sobre astronautas perdidos no espaço e à procura de uma nave com as mínimas condições de trazê-los de volta à Terra, em uma angustiante corrida contra o tempo e a falta de oxigênio.
O filme começa justamente por definir a oposição entre a brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial Ryan Stone (Sandra Bullock) e o bem-humorado veterano astronauta-chefe, Matt Kowalsky (George Clooney), no comando do seu último voo antes de se aposentar.
Matt está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com Ryan. Eles são surpreendidos por uma chuva de destroços provocada pela destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral.
A nave é destruída, deixando ambos completamente sozinhos, dependendo um do outro em um ambiente de total escuridão. Sem qualquer apoio da base terrestre da Nasa, os dois precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.
Também disputavam o Oscar de melhor fotografia os filmes "O Grande Mestre", "Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum", "Nebraska" e "Os Suspeitos".
Na corrida pela estatueta de melhor edição estavam os filmes "Trapaça", "Capitão Phillips", "Clube de Compras Dallas" e "12 Anos de Escravidão".
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Lucy Nicholson/Reuters |
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Ao ganhar Oscar por “12 anos de Escravidão”, a estreante Lupita Nyong’o agradeceu à sua família |
Lupita Nyong'o ganha Oscar de atriz coadjuvante por "12 Anos de Escravidão"
A atriz Lupita Nyong'o ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em "12 Anos de Escravidão", na 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles, na madrugada desta segunda-feira.
Dirigido por Steve McQueen, o filme é um retrato da escravidão nos Estados Unidos e conta a história de um homem que luta por sobrevivência e liberdade.
Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um negro que nasceu livre e acabou sequestrado e vendido como escravo em 1841. O filme conta a jornada de um indivíduo que sintetiza em si a trajetória de todo um povo, a história de uma nação, seu passado e presente.
Solomon vive em Nova York com a mulher e filhos. Depois de uma noite com dois brancos em Washington, ele apaga e, quando acorda, já não é mais dono de sua vida. Tomaram-lhe sua liberdade, uma vez que foi vendido.
Solomon não consegue acreditar no que lhe está acontecendo e é essa mesma estupefação que o acompanha em seu destino. Ele passa por algumas fazendas e plantações, e o cenário é sempre o mesmo.
Na Louisiana, é vendido por um negociante mesquinho (Paul Giamatti), e acaba indo parar nas mãos de um proprietário honesto - até onde isso pode ser considerado neste contexto - interpretado por Benedict Cumberbatch, que o acabará negociando com Edwin Epps (Michael Fassbender), alcoólatra enlouquecido e obcecado por uma escrava, chamada Patsey (Lupita Nyong'o).
No décimo segundo ano de sua luta, ele é resgatado um advogado (Brad Pitt).
Também disputavam o Oscar de melhor atriz coadjuvante Jennifer Lawrence, por "Trapaça", June Squibb, por "Nebraska", Julia Roberts, por "Álbum de Família", e Sally Hawkins, por "Blue Jasmine".
"Gravidade" leva Oscar de mixagem de som e edição de som
"Gravidade" levou os prêmios de melhor mixagem de som e melhor edição de som na madrugada desta segunda-feira, na 86ª cerimônia de entrega do Oscar no Teatro Dolby, em Los Angeles.
O filme é um drama cheio de efeitos especiais sobre astronautas perdidos no espaço e à procura de uma nave com as mínimas condições de trazê-los de volta à Terra, em uma angustiante corrida contra o tempo e a falta de oxigênio.
Também disputavam o Oscar de mixagem de som os filmes "Capitão Phillips", "O Hobbit: A Desolação de Smaug", "Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum" e "O Grande Herói".
Na edição de som, estavam na disputa "Até o Fim", "Capitão Phillips", "O Hobbit: A Desolação de Smaug" e "O Grande Herói".
"A Grande Beleza", da Itália, ganha Oscar de filme estrangeiro
O filme italiano "A Grande Beleza", que retrata a alta sociedade de Roma, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro neste domingo, na 86ª cerimônia de entrega do Oscar no Teatro Dolby, em Los Angeles.
"A Grande Beleza" começa em uma grande festa de 65 anos de Jep Gambardella, interpretado por Toni Servillo, e acompanha a reflexão do escritor sobre sua busca de um significado para a refinada sociedade de Roma.
Gambardella é um jornalista bem conhecido, cujo sucesso o colocou no centro do decadente mundo social. Mas Jep é também o autor de um aclamado romance, escrito anos atrás, mas continua a ser assombrado pela carreira que não conseguiu construir quando escolheu a facilidade sedutora de sua vida atual. Ele se tornou um mundano exemplar.
O ambicioso drama dirigido por Paolo Sorrentino lembra produções como "A Doce Vida" e "8 1/2", de Federico Fellini, ao retratar a alta sociedade de Roma e os temores existenciais de um artista.
Também estavam na disputa pela estatueta de melhor filme estrangeiro "Alabama Monroe" (Bélgica), "A Caça" (Dinamarca), "A Imagem que Falta" (Camboja) e "Omar" (Palestina).
Oscar de melhor documentário vai para "A Um Passo do Estrelato"
"A Um Passo do Estrelato", que acompanha a trajetória artística de cantoras backing vocals, ganhou o Oscar de melhor documentário neste domingo em Los Angeles.
Ouvidas em muitas das maiores músicas do século 20, elas deram uma contribuição crucial para o mundo da música pop, permanecendo desconhecidas para ouvintes. As cantoras sobem ao palco para um olhar em profundidade sobre o seu papel de apoio a cantores no complexo processo de gravações.
Os documentários "O Ato De Matar", "The Square", "Cutie And The Boxer" e "Guerras Sujas" também estavam na disputa pelo Oscar de melhor documentário.
O Oscar de melhor documentário de curta metragem foi para "The Lady in Number 6: Music Saved My Life".
Oscar de efeitos visuais vai para "Gravidade"
O drama "Gravidade" levou o Oscar de efeitos visuais neste domingo, durante a 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles.
Também estavam na difícil disputa "O Hobbit: A Desolação de Smaug", "O Homem de Ferro 3", "O Cavaleiro Solitário" e "Além da Escuridão: Star Trek".
Também na corrida pelo Oscar de melhor filme, "Gravidade" é um drama cheio de efeitos especiais sobre astronautas perdidos no espaço e à procura de uma nave com as mínimas condições de trazê-los de volta à Terra, em uma angustiante corrida contra o tempo e a falta de oxigênio.
O diretor mexicano Alfonso Cuarón inova a partir de uma concepção de um cenário extremamente claustrofóbico, enfatizando os elementos da escuridão e do silêncio totais que caracterizam esse grande universo em que homens se aventuram com suas pequenas naves e estações espaciais, mínimos diante da imensidão à sua volta como grãos de poeira.
"Frozen" ganha Oscar de melhor animação
"Frozen: Uma Aventura Congelante" levou o Oscar de melhor longa de animação neste domingo, durante a 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles.
Também disputavam o Oscar de melhor animação "Os Croods", "Meu Malvado Favorito 2", "Ernest et Célestine" e "Vidas ao Vento".
A animação é inspirada no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 -1875), "A Rainha do Gelo", pouco conhecido no Brasil, mas clássico na Europa.
Anna e Elsa são duas princesas do reino Arendelle. Porém, Elsa guarda um segredo que a mantém isolada no castelo: ela tem o poder de controlar a neve. Quando os pais morrem em um naufrágio, Elsa é coroada rainha, mas sem querer congela todo o reino e acaba fugindo por medo.
Anna, que passa a entender ali porque a irmã nunca esteve presente em sua vida, sai em busca de Elsa. É nessa empreitada em que conhece Kristoff e sua rena Sven, vendedores de gelo em crise depois que o país congelou, assim como o divertido boneco de neve Olaf, que sonha ingenuamente passar o verão ao sol na praia.
O Oscar de melhor curta de animação foi para "Mr Hublot".
"Clube de Compras Dallas" ganha Oscar de melhor cabelo e maquiagem
O filme "Clube de Compras Dallas" ganhou o Oscar de melhor cabelo e maquiagem neste domingo, durante a 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles.
Também disputavam o prêmio nesta categoria "Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha" e "O Cavaleiro Solitário".
Em "Clube de Compras Dallas", Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é eletricista e eventual participante de rodeios, cuja vida toma caminhos inesperados quando é diagnosticado com Aids, em meados dos anos de 1980, quando a doença era tão mais perigosa e desconhecida. Machão arrogante e cheio de si, ele logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica.
O inimigo de Ron - quase até mais que a doença - será o sistema de saúde e seus meandros. Sempre batendo de frente com seus médicos, o protagonista burla leis, compra AZT roubado (na época, o remédio usado no tratamento).
Quando a médica muda de lado e se torna uma aliada - também por interesses científicos sobre os efeitos da droga -, os dois percebem que altas doses do remédio podem ser mais prejudiciais do que benéficas no controle.
A mudança radical acontece quando Ron cruza a fronteira com o México, onde procura um médico norte-americano expatriado que lhe sugere uma combinação de outras drogas e uma dieta específica para aumentar a imunidade.
Em pouco tempo, Ron se torna um tipo de traficante, receitando a mesma combinação a pessoas com Aids - obviamente, ele é o fornecedor das drogas. O negócio é tão lucrativo que, com a ajuda da travesti Rayon (Jared Leto), monta e administra um escritório num quarto de hotel. Logo uma fila gigantesca se forma, uma evidência do vulto que a epidemia estava assumindo naquela época.
O setor do governo responsável pela fiscalização dos medicamentos está batendo na porta de Ron. E aí que o filme mostra a omissão do Estado que, aliado à indústria farmacêutica, parece mais interessado na burocracia do que na corrida para salvar vidas, sem demonstrar nem ao menos compaixão.
"O Grande Gatsby" leva Oscar de melhor figurino
Catherine Martin, de "O Grande Gatsby", ganhou o Oscar de melhor figurino na 86ª cerimônia de entrega do Oscar no Teatro Dolby, em Los Angeles, neste domingo.
Nick Carraway tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby. Após ser convidado para uma festa, a relação dos dois se transforma em uma grande amizade. Em uma era de excessos imprudentes, o enigmático Gatsby parece personificar o espírito da Era do Jazz.
Usando sua riqueza e festas extravagantes para chamar a atenção de seu antigo amor, Daisy, Gatsby espera reacender seu romance, apesar do casamento dela com o implacável Tom Buchanan.
Também disputavam o prêmio de melhor figurino "Trapaça", "O Grande Mestre", "The Invisible Woman" e "12 Anos de Escravidão".
Jared Leto leva estatueta de melhor ator coadjuvante
O ator Jared Leto levou o Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em "Clube de Compras Dallas". Leto interpretou Rayon, um transgênero portador do vírus da Aids no filme de Jean-Marc Vallé e concorreu com Barkhad Abdi ("Capitão Phillips"), Bradley Cooper ("Trapaça"), Jonah Hill ("O Lobo de Wall Street") e Michael Fassbender ("12 Anos de Escravidão").
O ator já havia faturado o Globo de Ouro e o Independent Spirit Awards pelo mesmo papel.
Em seu discurso, ele contou brevemente a história de sua mãe, presente na plateia, que o teve quando era ainda adolescente. "Só queria dizer "Eu te amo, mamãe, obrigado por me fazer sonhar". Ele também falou sobre as vítimas da Aids e sobre os recentes acontecimentos na Ucrânia e na Venezuela. "Estamos pensando em vocês nesta noite", disse.
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Lucy Nicholson/Reuters |
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Jared Leto vence na categoria de melhor ator coadjuvante |
Animação
A Disney conseguiu ganhar seu primeiro Oscar de animação, desde que a categoria foi criada em 2001, com "Frozen: Uma Aventura Congelante". A categoria já havia ido sete vezes para a Pixar, comprada pelo estúdio em 2006.
O filme, que já arrecadou quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,35 bilhões) em todo o mundo, também concorre com a música "Let it Go" na categoria de melhor canção original.
O Oscar de melhor curta de animação foi para a França, em uma produção conjunta com Luxemburgo, "Mr. Hublot".
"Gravidade", um dos favoritos da noite, ganhou a primeira das dez categorias a que concorria ao vencer em melhores efeitos visuais.
A produção, dirigida por Alfonso Cuarón, levou três anos para ficar pronta, exatamente porque o mexicano teve de esperar que a tecnologia fosse desenvolvida.
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Divulgação |
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Anna (esq.), o boneco de neve Olaf e Kristoff em cena de "Frozen" |
Tapete vermelho
Com vestidos, smokings e até mesmo shorts, os principais atores e atrizes do mundo passaram pelo tapete vermelho do Oscar neste domingo com todos os olhos voltados para a disputa do prêmio de melhor filme entre "12 Anos de Escravidão" e "Gravidade".
O sol reapareceu depois de quatro dias de chuva forte pouco antes das primeiras estrelas do cinema saírem de suas limusines em uma mistura de roupas tão diversas quanto os filmes que concorrem ao Oscar, a premiação mais importante da indústria do cinema.
Amy Adams, indicada ao Oscar de melhor atriz por seu papel em "Trapaça", enfeitou o tapete vermelho em um vestido sem alças azul marinho. O indicado a melhor ator, o britânico Chiwetel Ejiofor, que interpreta o escravo Solomon Northup em "12 Anos de Escravidão", apareceu com um smoking clássico, enquanto o cantor Pharrell Williams usava um smoking Lanvin com shorts, em vez de calças.
Outro indicado ao Oscar de melhor ator, Bruce Dern, de 77 anos, por "Nebraska", veio de braço dado com a filha, Laura Dern, com um vestido rosa pastel, que disse: "Eu estou muito emocionada em homenageá-lo e por estar aqui."
A 86ª edição do Oscar será comandada pela comediante e apresentadora de talk-show Ellen DeGeneres. Os produtores esperam que ela dê um tom cômico, porém de bom gosto, às três horas de cerimônia, depois de duras críticas ao humor provocativo de Seth MacFarlane no ano passado.
Um dos grandes momentos da noite será um tributo aos 75 anos de "O Mágico de Oz", e os filhos de Judy Garland, incluindo a cantora e atriz Liza Minnelli em vestido azul, estavam presentes.
Este domingo marca o fim de uma temporada de premiações excepcionalmente longa, estendida pelos Jogos Olímpicos de Inverno. Para muitos dos indicados também significa o fim de meses de promoção de filmes e anos dedicados a um projeto.
Um dos nomes mais notáveis ??no radar da temporada de premiações deste ano, a indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante Lupita Nyong'o usava um Prada azul.
"É um azul que me faz lembrar de Nairóbi e eu queria ter um pouco de casa", disse a atriz queniana que interpreta uma escrava, Patsey, em "12 Anos de Escravidão".
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas poderá fazer história neste ano se escolher "12 Anos de Escravidão" para o Oscar de melhor filme. Seria a primeira vez que o prêmio mais importante do cinema seria dado a um diretor negro nos 86 anos de Oscar.
Enquanto o drama da escravidão brutal do diretor britânico Steve McQueen é o favorito para levar o Oscar de melhor filme, o inovador "Gravidade" com suas realizações técnicas vem logo atrás.
Além da corrida pelo Oscar de melhor filme, pode ser uma noite de resultados previsíveis, como a provável vitória de Alfonso Cuarón na categoria de melhor diretor por "Gravidade" até "Frozen: Uma Aventura Congelante" para melhor filme de animação.
PRÊMIAÇÕES VARIADAS
A cerimônia deste domingo comemora o que é amplamente considerado um dos anos de maior qualidade em filmes e atuações na memória recente.
Isso significa que deverá haver uma variedade de premiações, já que os mais de 6.000 membros da Academia procuraram recompensar o maior número possível de filmes com as famosas estatuetas douradas.
Entre os indicados ao prêmio de melhor filme está "Trapaça", do diretor David O. Russell, que recebeu 10 indicações. Pelo segundo ano consecutivo, Russell conseguiu o feito raro de ter seus atores indicados em todas as quatro categorias de atuação.
"O Lobo de Wall Street", de Martin Scorsese, um conto de ganância financeira e excesso, também tem sido um sucesso de público e crítica.
Nove filmes competem pelo Oscar de melhor filme, incluindo o suspense de pirataria somali "Capitão Phillips", o drama de adoção "Philomena", a comédia "Nebraska", o romance "Ela" e "Clube de Compras Dallas".
As categorias de atuação podem render poucas surpresas neste domingo. Cate Blanchett é favorita para ganhar o seu primeiro Oscar de melhor atriz por sua interpretação da socialite em desgraça no filme de Woody Allen "Blue Jasmine".
Matthew McConaughey também é uma aposta sólida de melhor ator por seu papel como um ativista da Aids em "Clube de Compras Dallas", para o qual perdeu cerca de 23 quilos, enquanto o colega de filme Jared Leto é a aposta para o prêmio de melhor ator coadjuvante.
Das quatro disputas, a mais concorrida é a de melhor atriz coadjuvante. A iniciante Nyong'o é a favorita, mas tem uma forte adversária, Jennifer Lawrence, por "Trapaça".
Entre os apresentadores da noite estão o casal poderoso de Hollywood Angelina Jolie e Brad Pitt, bem como Sidney Poitier, no 50º aniversário de sua premiação de melhor ator por "Uma Voz nas Sombras", o primeiro Oscar nesta categoria para um afro-americano.