07 de julho de 2026
Carnaval 2014

SP: Chuva para e escolas empolgam

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução

Maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo sambou e cantou vestido com terno cor de ouro

Com trégua da chuva, o segundo e último dia de desfile das escolas de samba do grupo especial do Carnaval de São Paulo foi marcado pela empolgação do público presente no sambódromo. A plateia, visivelmente superior ao primeiro dia e mais empolgada, vibrou com a passagem das escolas Pérola Negra, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Nenê de Vila Matilde, Águia de Ouro, Império da Casa Verde e Acadêmicos do Tatuapé.

Homenagens e temas abstratos, como fé e paixão, foram os enredos escolhidos pelas agremiações. A felicidade abriu o segundo dia de desfiles de Carnaval em São Paulo. Foi este o enredo escolhido pela Pérola Negra, primeira escola a entrar no sambódromo do Anhembi, com seus 3.000 componentes, 21 alas e cinco alegorias.

Foi nos primeiros toques dos tamborins da Gaviões da Fiel, que o público veio abaixo pela primeira vez no dia.

Das arquibancadas o público acenava com bandeiras que haviam sido distribuídas pela agremiação. A escola, vertente carnavalesca da torcida do Corinthians, homenageou o maior artilheiro das Copas do Mundo: Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”.

A história da vida dele foi contada na avenida e literalmente emocionou o público presente que vibrava e cantava: “quando a galera gritar é gol! A rede balança...

Ainda empolgada pela passagem da Gaviões, a plateia viu a Mocidade Alegre entrar e exaltar a fé. Terceira escola a entrar no Anhembi no segundo dia do Carnaval paulista, a agremiação tenta bater uma marca histórica: o tricampeonato consecutivo da folia paulista. A façanha foi alcançada pela última vez em 1988, pela Vai-Vai.

A Nenê de Vila Matilde trouxe o amor para a passarela. Mas não qualquer amor, amores proibidos.

No único momento que a chuva ameaçou estragar a festa, a Águia de Ouro entrou na avenida. Terceira colocada no último Carnaval,a escola reproduziu no sambódromo a Bahia que serviu de inspiração para o compositor Dorival Caymmi (1914 - 2008). 

A penúltima a entrar na avenida no segundo dia do Carnaval paulista, a Império da Casa Verde levou para o Anhembi enredo sobre sustentabilidade. Fiéis à causa defendida no enredo “Sustentabilidade, construindo um mundo novo”, diretores da Império desfilaram com roupas semelhantes às de garis.

O encerramento do desfile das escolas de samba de São Paulo foi feito pela Acadêmicos do Tatuapé que cantou uma homenagem a são Jorge.


Ronaldo é estrela quase solitária em festa de muitos anônimos

O Carnaval paulista se consolida como festa de muitos anônimos e poucos astros.

A única estrela dos dois dias de desfile foi o ex-jogador Ronaldo. De resto, personalidades como a apresentadora Sabrina Sato, da Gaviões da Fiel, a atriz Ellen Roche, da Rosas de Ouro, e figuras como Zé do Caixão, Ronnie Von e Simony.

Isso não significa que a festa tenha sido menor. Um passeio pelas alas, baterias ou até mesmo carros alegóricos das escolas de samba de São Paulo é um convite ao sorriso fácil e a alegria com que os integrantes das agremiações do samba desfilam e cantam a música na avenida.

A passista Vírgina Ferreira, 39, que veio pela Nenê de Vila Matilde, estava radiante quando o desfile acabou.

“Saio na Nenê há 26 anos, mas nunca brilhei assim”, diz ela, que usou lâmpadas de LED na fantasia.

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