07 de julho de 2026
Carnaval 2014

Entre Ícaro e a Lua, os sonhos...

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

A vontade de voar e alcançar os sonhos mais difíceis: através da lenda grega que conta o sonho de Ícaro, a Coroa Imperial apresentou na passarela do samba um desfile cheio de imaginação, verdadeiro convite para “soltar as asas”.

“Entre Ícaro e a Lua, os Sonhos” – o enredo da Coroa Imperial da Grande Cidade, escola do Geisel, colocou na pista uma comissão de frente que apresentava o pequeno Ícaro, entre bailarinos com fantasias que remetiam ao sonho de voar. A primeira ala, inteira protagonizada por crianças, também reforçava a temática do desfile.

Através das alegorias, de fácil interpretação, a Coroa fez o público viajar pelas asas de pássaros, borboletas, pipas, foguetes, as nuvens e a constelação – todas as alas representavam a vontade de voar do ser humano e de vencer limites.

Um dos pontos altos ficou para a exibição, em um dos carros alegóricos, do 14 Bis, um avião híbrido construído pelo inventor brasileiro Alberto Santos Dumont em 1906. Outro carro homenageou a chegada do homem à Lua. Assim, a Coroa também associou o desejo do homem de voar aos avanços tecnológicos e conquistas nos ares.

Com 350 integrantes, a Coroa, fundada em 1992, destacou suas cores rosa e verde na avenida em suas oito alas e quatro carros alegóricos. “Neste ano fizemos um desfile bem melhor. Mostramos que todos nós somos sonhadores. Um tema simples, representado de maneira bem colorida, alegre, com todos brincando. Foi tudo lindo”, avalia Lucia de Fátima, integrante da diretoria da agremiação.

Mitologia

Conforme conta a lenda grega, Ícaro era filho de Dédalo, o construtor de um labirinto em que o rei Minos aprisionava Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro. Dédalo ensinou Teseu, que seria devorado juntamente com outros jovens pelo monstro, como sair do labirinto e matar o Minotauro.

Só que o rei, sabendo dessa história, ficou furioso. Prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Então, Dédalo construiu asas para Ícaro com penas dos pássaros e cera do mel de abelhas, conseguindo fugir. Mas, seduzido pela sensação tão estonteante de voar, Ícaro não seguiu os conselhos do pai – de que não voasse muito perto do Sol nem do mar para não afetar as penas. Assim, se elevou tanto nos ares a ponto de perder as asas, caindo ao mar e morrendo afogado.