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Agência Brasil |
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O governo da Ucrânia disse que milhares de tropas adicionais chegaram e se espalharam por toda a península |
O Serviço de Guardas de Fronteira (SGU) da Ucrânia denunciou hoje que Moscou enviou até 30 mil soldados para a região autônoma da Crimeia, cujo Parlamento regional aprovou ontem de maneira unilateral a reunificação com a Rússia. Os 30 mil soldados já estão na ilha e o número é o dobro do previsto anteriormente pelo governo de Kiev.
Serhiy Astakhov, assessor do chefe do Serviço de Guardas de Fronteira, disse que o número era uma estimativa e incluía tanto as tropas que tinham chegado desde a semana passada, quanto a Frota do Mar Negro, frota russa com sede permanente do porto de Sebastopol, na Crimeia.
O diretor de Recursos Humanos do SGU, Mikhail Koval, não esclareceu quantos soldados ucranianos permanecem na península rebelde, mas assegurou que todos os destacamentos da guarda de fronteiras e das Forças Armadas desdobradas na Crimeia seguem em seus postos.
A Rússia, cujas forças ocuparam a península na semana passada, diz que as únicas tropas na Crimeia são aquelas com base em Sebastopol.
O governo da Ucrânia disse que milhares de tropas adicionais chegaram e se espalharam por toda a península, o que seria uma violação ao tratado que rege governo da base.
No início desta semana havia um total de 16.000 soldados russos na Crimeia, mas as tropas russas já ocupam posições em toda a Crimeia, segundo fontes do governo ucraniano.
Os soldados não usam insígnias em seus uniformes, mas dirigem veículos militares com placas russas.
Alemanha ameaça Rússia com novas sanções
O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank Walter Steinmeier, reconheceu nesta sexta-feira (7) que não houve nenhum progresso nas negociações com a Rússia sobre a Ucrânia e confirmou que a União Europeia (UE) adotará novas sanções se Moscou rejeitar a criação de um grupo de trabalhos diplomático para a crise.
Steinmeier ressaltou que Moscou deve agir nos próximos dias, e não em semanas, e lembrou que o Conselho Europeu concordou em adotar sanções iminentes à Rússia, incluindo a proibição de viagens para a UE e congelamento de bens.
Steinmeier preferiu não especular sobre a possibilidade de invasão russa, o que considera um teatro para a mídia por parte do Kremlin, mas considera a crise a mais grave que a Europa enfrentou no últimos 25 anos.
Ele também se recusou a especular sobre o referendo marcado para 16 de março na Crimeia, mas deixou claro a oposição da comunidade internacional à anexação da Crimeia por parte da Rússia.
O governo alemão teme que os efeitos das sanções sobre a economia da Alemanha, grande dependente do gás russo, segundo o porta-voz do Ministério da Economia. "Está na mão de Moscou evitar novas sanções", disse o porta-voz.
A chanceler alemã, Angela Merkel se reuniu hoje com os líderes da oposição Yulia Timoshenko e Vitali Klitschko em Dublin durante encontro do Partido Popular Europeu (PPE).
O PPE abrange as principais legendas de direita e centro-direita como o CDU (União Democrata-Cristã) de Merkel.