Combater a exploração sexual e o trabalho escravo são algumas das principais metas da Campanha da Fraternidade lançada nesta semana pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).
"Fraternidade e tráfico de seres humanos" é o tema central da campanha para o período litúrgico que começou nesta Quarta-Feira de Cinzas com o lema "Cristo nos libertou para que sejamos livres".
"É espantoso que o tráfico humano gere R$ 65 bilhões por ano no mundo", disse o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner.
Steiner destacou a importância do tema e apontou as prioridades da campanha, além de mostrar preocupação com o que pode acontecer durante a Copa do Mundo.
"A ideia é abordar diferentes assuntos. Vamos falar das pessoas que são levadas a prostituição, a exploração sexual, homens, mulheres e até crianças. Mas não só isso, não vamos fechar. Não será só no Brasil, vamos falar do mundo todo. O tráfico de órgãos é algo que temos uma legislação e um controle bom no Brasil, mas que acontece no mundo, então vamos abordar."
O trabalho escravo também estará presente. "Nós já tivemos uma campanha do trabalho escravo, mas estará incluído. Temos a situação dos bolivianos em São Paulo, por exemplo, que é problemática."