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Malavolta Jr |
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O proprietário do Frutal Lima, Sérgio Rubio de Lima |
Há exatos 50 anos e sob o comando de Adelaide Rúbio de Lima e seus filhos, nascia a Frutal Lima. Uma simpática frutaria que acabou se transformando em lanchonete com o passar dos anos e com as transformações do Centro de Bauru.
Considerada point nas décadas de 70 e 80, quando a Batista de Carvalho e a Rodrigues Alves eram pontos de encontro de jovens, a Frutal Lima chegou a ser frequentada por celebridades, como o ator Edson Celulari, a jogadora de basquete Hortência, o preparador físico Nuno Cobra Ribeiro e o cantor Cazuza.
Com atuais 60 metros quadrados, a pequena lanchonete, localizada na quadra 9 da avenida Rodrigues Alves, em frente a um ponto de ônibus, foi inaugurada em um imóvel menor do lado oposto da via.
Na época, oferecia, além das frutas e sucos, uma máquina de caldo de cana, que era novidade.
Após décadas administrando o local junto aos irmãos, diante da aposentadoria da mãe em 1980 (Adelaide faleceu em 2005), Sérgio Rúbio de Lima, de 62 anos, que desde criança já demonstrava amor pelo negócio da família – vinda de Birigui a Bauru –, assumiu sozinho de vez a frente da lanchonete, em 1999.
Tradição
De lá para cá, o negócio seguiu se adaptando, mas nunca perdeu algumas tradições.
“Nosso suco continua sendo feito manualmente. Somos os primeiros e os únicos que ainda usam hambúrgueres de 90 gramas em Bauru – o resto do pessoal usa os de 56 gramas. A forma como aquecemos o pão e o queijo no forno elétrico também continua – na maioria dos lugares isso é feito na própria chapa”, diferencia o comerciante.
Apesar da mudança de perfil do público no Centro, alguns fregueses de ao menos quatro décadas, segundo Sérgio, ainda frequentam o local esporadicamente.
“Várias gerações já passaram por aqui, mas alguns clientes antigos sempre nos ligam pedindo lanche, outros vêm até nós. Um grande problema que afetou a freguesia foi a falta de estacionamento”, avalia.
Rapidez
Considerada inevitável, a mudança no horário de funcionamento da lanchonete – que antigamente chegava a “virar” a noite e hoje funciona todos os dias das 10h às 23h – foi uma das transformações que ocorreram na Frutal Lima ao longo dos últimos anos.
“O Centro ficou muito perigoso à noite. Ficamos abertos só até as últimas linhas de ônibus passarem”, afirma.
O aumento da sensação de insegurança também fez com que o comerciante investisse em um sistema de monitoramento interno. “Segurança nunca é demais”, resume.
Além disso, a necessidade de rapidez nos atendimentos gerou a contratação de sete funcionários. “Já atravessamos crises e tivemos que nos adaptar. A maioria das pessoas não quer mais esperar por um lanche. Tudo ficou muito rápido”, detalha Sérgio.
Fechar? Nunca!
Mesmo diante das dificuldades em meio ao processo de degradação que a área central sofreu nos últimos tempos e à concorrência de grandes redes de fast food, Sérgio orgulha-se ao falar da sobrevivência da lanchonete cinquentenária na avenida. “Sou um sobrevivente da Rodrigues e apaixonado por esse lugar”, pontua. Se ele pensa em fechar o negócio algum dia? “Nunca! Continuaremos abertos e com o trabalho ininterrupto enquanto Deus me der saúde”, finaliza.