Os cerca de 1.000 garis que participaram da manifestação por aumento salarial nesta sexta-feira (7) no Rio de Janeiro encerraram o protesto em frente ao Ministério Público do Trabalho, por volta das 18h10. Depois de sete dias consecutivos em greve, eles dizem que a paralisação continua.
Vestidos com o uniforme de trabalho, eles gravam palavras de ordem em ritmo de samba: “Acelera Comlurb, que eu quero ver. Esse lixo vai feder. A prefeitura não deu aumento não e esse lixo vai ficar todo no chão”.
Com o auxílio do carro de som eles repetiam: “Prefeito, a culpa é sua, a greve continua”.
Segundo o gari Willian Rocha, que faz parte da comissão de greve, os manifestantes vão pedir que o Ministério Público do Trabalho abra uma assembleia extraordinária para que os garis possam expor suas reivindicações a algum representante da prefeitura.
Mais cedo, representantes da prefeitura se reuniram apenas com o sindicato dos garis da Comlurb em audiência no Tribunal Regional do Trabalho, sem a presença do movimento grevista, mas não chegaram a um acordo.
Foi agendada uma nova audiência de conciliação na próxima terça-feira, às 15h, no TRT, dessa vez junto ao movimento grevista.