Na Tribuna do Leitor deste conceituado meio de comunicação, dois artigos me chamaram a atenção. Em 27/02/14, Contraste de Doações, de autoria do senhor Cícero Scarpelli, e em 02/03/14, Solidariedade, de autoria do senhor Fernando Lucilha Jr. Pura Realidade! Fico pensando como a Apae Bauru e tantas outras entidades filantrópicas podem encontrar um caminho menos árduo para a captação de recurso financeiro, por meio de doações espontâneas. Não necessariamente com a velocidade das doações realizadas a cidadãos que ainda consideram-se brasileiros, se é que assim podemos tratá-los, depois de tudo, para pagamento de determinados compromissos.
O nosso trabalho é realizado por gestores voluntários, que não recebem salários, nem verbas de representação, e nem por isso deixam de zelar, com entusiasmo, pela nobre causa, que é: promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, prestação de serviços de qualidade, apoio à família direcionado à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência, necessidades educacionais especiais e de pessoas em situação de vulnerabilidade social visando à inclusão na sociedade e exercício pleno da cidadania.
O que buscamos, enfrentando caminhos muito difíceis, mas conquistamos de forma gloriosa e gratificante, é a Defesa de Direitos, a Prevenção de Deficiências, Educação, Educação Profissional, Saúde, Assistência Social, Apoio à família, Lazer, Esporte e Cultura, Capacitação e Aperfeiçoamento Técnico-Profissional, bem como Desenvolvimento de Tecnologias.
Público e Notório é que há três anos atrás vivemos um momento financeiro muito difícil, pois contraímos, contra nossa vontade, mas por vontade e força política, e em virtude do descredenciamento do nosso Laboratório do Teste do Pezinho, junto ao SUS, uma dívida financeira, que atingiu o valor de R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta mil reais), a qual, até hoje, estamos numa luta acirrada pela comunidade bauruense em seu todo, que reconhece que essa luta é honesta, digna, transparente, acreditando que, pacientemente, e em breve, estaremos libertos das amarras que, agora em menor proporção, nos mantêm presos a esta dívida.
Em 2011, 2012 e 2013, vivemos grandes transtornos, mas a responsabilidade moral e cristã nos fortaleceu e, seguindo o exemplo deixado pelo Cristo, não nos propomos a morrer de braços cruzados, mas a viver, lutar por nosso ideais, de braços abertos.
O senhor Fernando relata em suas palavras a dificuldade da Apae Bauru em conseguir sobreviver financeiramente e que estamos realizando o tradicional, este ano em sua 17ª edição, Sorteio de Prêmios, a partir de agora, em contagem regressiva, pois o sorteio será realizado no dia 15 de março, pela Loteria Federal. O valor do bilhete, onde se concorre com 2 números, é de R$ 10,00, e, claro, mais uma vez contamos com o apoio e participação da comunidade, a fim de que alcancemos o êxito almejado.
Não encontro palavras para agradecer os senhores Cícero e Fernando, e a toda comunidade bauruense, pelo reconhecimento do trabalho que voluntariamente realizamos na Apae Bauru e também pelo reconhecimento de que não é fácil vencer os desafios que vão se apresentando ao longo deste nobre percurso, desafios estes que vão sendo superados pela nossa Fé e Crença num Ser Superior que ilumina nosso trabalho, que se alegra e nos recompensa por nossa União em nome das Pessoas com Deficiências. Saúde e Paz a Todos.
Olga Bicudo Tognozzi>/b> - Presidente da Apae Bauru - por sua diretoria