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Reuters |
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Presidente espera que a tensão entre os dois partidos diminua |
Sem avançar nas discussões sobre a reforma ministerial, a presidente Dilma Rousseff prometeu ontem apoiar candidatos do PMDB em seis Estados onde o PT também pretende lançar nomes na disputa, numa tentativa de conter a crise com seu principal aliado.
Como um dos motivos do racha entre os dois partidos são as alianças regionais, Dilma espera que o gesto reduza o clima de tensão que marca a relação entre PT e PMDB nos últimos dias.
O PT faria concessões em Estados como Maranhão, Paraíba, Rondônia, Tocantins, atendendo a demanda de líderes do partido, entre eles os senadores José Sarney (AP) e Vital do Rego (PB).
Na próxima quinta-feira (13), o presidente do PT, Rui Falcão, terá uma reunião com a cúpula do PMDB para discutir as alianças regionais. O encontro foi intermediado pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), escalado por Dilma para tentar debelar a crise peemedebista.
A expectativa do presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), é que as duas siglas estejam coligadas em cerca de 12 Estados. Nos demais, onde não houver chance de chapa única, os dois partidos vão estabelecer procedimentos que viabilizem as duas candidaturas.
Sem consenso
No encontro com a cúpula do PMDB na manhã desta segunda-feira (10), Dilma e o ministro Aloizio Mercadante ouviram o vice-presidente, Michel Temer, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), além do líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), e de Raupp. Não houve consenso sobre o espaço do PMDB no primeiro escalão.
Em meio à crise, Câmara votará 21 pedidos de convocação
Em meio à crise do PMDB com o Palácio do Planalto, a Câmara dos Deputados tem na pauta de votações das comissões 21 requerimentos de convocação de ministros para prestar esclarecimentos aos congressistas.
O principal alvo é o ministro Arthur Chioro (Saúde) que reúne sete pedidos de explicações sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff. As convocações foram apresentadas pelo PSDB e pelo DEM, mas podem ganhar força com a ameaça de rebelião dos peemedebistas.
Os pedidos de convocações dos ministros são apontados como possíveis respostas do PMDB ao governo pela insatisfação com o espaço da bancada na reforma ministerial e na composição dos palanques regionais.
Há ainda pedidos de convocações dos ministros Manoel Dias (Trabalho) - envolvido em denúncias de irregularidades em sua pasta -, de Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que bloqueou recursos de obras apadrinhadas por congressistas no orçamento, além de César Borges (Transportes) e Luiz Alberto Figueiredo ( Relações Exteriores).
Após trocar elogios públicos, Dilma e Alckmin se reúnem a sós
Após cerimônia em que trocaram elogios públicosnesta segunda-feira (10), em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT) se reuniram a sós e a portas fechadas.
O encontro aconteceu em uma sala do Centro Educacional Unificado (CEU) Butantã, depois que o tucano e a petista participaram do lançamento da campanha nacional de vacinação contra o HPV.
Em seu discurso, Alckmin destacou a parceria do Estado com o governo federal em “seis frentes de trabalho”. “Quero dizer à presidenta Dilma que nossas parcerias estão indo muito bem”, afirmou o governador.
Como exemplo, citou o Rodoanel, o Ferroanel, a Hidrovia Tietê-Paraná e a construção de 100 mil casas e apartamentos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.
As obras serão algumas das principais vitrines utilizadas durante a campanha à reeleição de Alckmin este ano.
A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, afirmou que a parceria entre governo federal e estadual, independente do partido, é uma das “principais conquistas do País”.