09 de julho de 2026
Articulistas

Que tribunal queremos?

Ivan Goffi
| Tempo de leitura: 3 min

Medra, nos dias atuais, a horda de agitadores que, em tom monocórdio, repete discursos programados para salvaguardar o mais odioso ? e ardiloso ? esquema de corrupção endêmica protagonizado pelo lulopetismo desde as raízes do mensalão. Entram em sua linha de tiro o Supremo Tribunal Federal (STF), a mídia livre e não cooptada, os militares e os críticos do governo. O que o STF tinha feito foi condenar não apenas os transgressores e imorais dirigentes partidários, mas a própria ideologia petista. Foi isso que ofendeu o séquito de bajuladores do lulopetismo. A partir daí, criou-se uma força-tarefa que, diuturnamente, brada "injustiça por condenação sem provas", mesmo que estes revoltosos jamais tenham lido um único dos 50.000 documentos produzidos em dois anos de investigação judicial. Fecham os olhos às provas, mas não aos ideais! É esse tribunal popular, insano e apedeuta que queremos para nosso Brasil?

Mas a máquina segue seu curso. Fazendo da propaganda enganosa a alma de seu negócio, o petismo distribui ataques a qualquer órgão da mídia, chamando-a de "imprensa golpista". Exibir as vísceras da podridão político-governamental, especialmente quando envolve (e quase sempre) a deidade de Lula, virou crime de lesa-pátria, pelo menos na pátria fictícia que se mantém nos sonhos mais românticos de um ideal socialista. É esse tribunal que queremos ao nosso país, baseado na ocultação da verdade e dos fatos criminosos?

Por falar em verdade, a Comissão da Verdade. Ah, essa mereceria um capítulo à parte. Habilmente formada por comunistas que se ardiam por uma revanche, tem operado com eficiência que faria inveja ao FBI ou CSI americanos. Esburacando cemitérios que nem ossadas mais têm, conseguem até o áudio dos últimos diálogos dos mortos. Duvido que Stalin ou Fidel tivessem a audácia de criar uma polícia política tão ardilosa e camuflada. Reinventam a história e criam fatos a partir de boatos na vil tarefa de glorificar comunistas terroristas do passado, gente do mal que treinou em Cuba para engrossar o exército das guerrilhas urbana e rural que atormentaram a nação. É esse tribunal de exceção, criado para desprestigiar e desmoralizar as Forças Armadas sem respeitar o direito de defesa, que condena e julga (sim, nessa ordem invertida), que queremos para nosso país?

Por fim, há o julgamento covarde de qualquer crítico às benesses governamentais com os "pobres mundo", como se fossemos uma ilha de prosperidade. Com essa desculpa esfarrapada, justo para Cuba, que desde 1959 não permite eleição democrática nem para zelador de cortiço, justo para Cuba, cujo tirano-ditador envergonha a humanidade, o governo Lula criou uma movimentada ponte-aérea de políticos e bilhões de dólares para salvar a moribunda ditadura. Através de programas fajutos como o Mais Médicos, sólido como farofa, construção de portos (em detrimento da infraestrutura brasileira), projetos de irrigação (em prejuízo ao já abandonado nordeste brasileiro), sem falar no perdão de dívidas de negócios não honrados pelos irmãos Castro, o governo brasileiro vai injetando bilhões do suado dinheiro do contribuinte brasileiro, livrando-se das acusações perdulárias através dos discursos ufanistas do ex-presidente.

É esse tipo de julgamento premeditado, condenando sem respeitar o contraditório, condenando sem respeitar o devido processo legal, que assinala o início do fim de uma república. Como predisse o ilustre Joaquim Barbosa, em sua fala que, antes de indignação, permeou a dor e o lamento de quem vê o mal avançar, a maioria de conveniência do STF de hoje é apenas o primeiro passo... Tal como o povo ignorante, "cientistas políticos e intelectuais" que mantém a ditadura branca que se avizinha, o Supremo Tribunal, último bastião da Justiça e da retidão, foi tomado de assalto por rábulas encomendados pelo lulopetismo para dar-lhe legitimidade. Não seremos Cuba, porquanto não somos uma ilha, mas a Brazuelização está em franco progresso. Triste fim dessa república chamada Brasil.

O autor, Ivan Goffi, é advogado