11 de julho de 2026
Internacional

Avião desaparecido mudou de curso a oeste, diz fonte militar da Malásia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Os militares da Malásia acreditam que o avião desaparecido há quase quatro dias voou centenas de quilômetros para o oeste depois de ter feito o último contato com o controle civil de tráfego aéreo na costa leste do país, disse um alto funcionário.

 

Em um dos mistérios mais intrigantes da história recente da aviação, uma grande operação de busca para do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines MASM.KL até agora não encontrou nenhum vestígio da aeronave ou dos 239 passageiros e tripulante “Ele mudou de curso depois de Kota Bharu e ficou numa altitude mais baixa. Conseguiu entrar no Estreito de Malaca”, disse o oficial militar, que está a par das investigações.

 

Isso parece descartar a possibilidade de uma súbita falha mecânica catastrófica, pois significaria que o avião voou em torno de 500 quilômetros, pelo menos, após o seu último contato com o controle de tráfego aéreo, embora seus sistemas transponder e outro de rastreamento não estivessem ativos.

 

Sem contato

 

No momento em que perdeu contato com o controle de tráfego aéreo civil, o avião estava mais ou menos no meio do caminho entre a cidade de Kota Bharu, na costa leste da Malásia, e o extremo sul do Vietnã, voando a 35.000 pés (10.670 metros).

 

O Estreito de Malaca, um dos canais mais movimentados do mundo dos transportes, fica ao longo da costa oeste da Malásia. O desligamento do transponder faz com que a aeronave não seja detectada por um radar secundário, mas ele ainda seria visível para radares primários, utilizados pelos militares.

 

Iranianos

 

A polícia informou anteriormente que está investigando se algum passageiro ou membro da tripulação no avião tinha problemas pessoais ou psicológicos que possam explicar o desaparecimento do avião, bem como a possibilidade de um sequestro, sabotagem ou falha mecânica.

 

O fato de pelo menos dois passageiros a bordo terem usado passaportes roubados levantou suspeitas de ato criminoso. Mas o Sudeste Asiático é conhecido como um centro de emissão de documentos falsos usados por contrabandistas, imigrantes ilegais e pessoas em busca de asilo.

 

Eles foram identificados como Delavar Seyed Mohammadreza, 29 anos, e Pouria Nour Mohammad Mehrdad, 18 anos, do Irã.

 

Entre os indícios que afastam a hipótese, Noble citou que um deles tentava chegar à Alemanha para visitar a mãe. Amigos e parentes disseram que os dois pretendiam ir à Europa para pedir asilo.