O líder deposto Viktor Yanukovich garantiu nesta terça-feira (11) que continua sendo o legítimo presidente e comandante em chefe das Forças Armadas da Ucrânia, e conclamou os militares a contestarem “ordens criminosas” dadas por seus inimigos.
Yanukovich, que fugiu para a Rússia no mês passado, atacou o “bando de ultranacionalistas e neofascistas” que substituiu o seu governo, e criticou os apoiadores ocidentais do novo Executivo.
“Quero perguntar aos clientes dessas forças sombrias do Ocidente: vocês ficaram cegos? Esqueceram o que é o fascismo?”, disse Yanukovich em Rostov-na-Donu, no sul da Rússia, onde fez sua segunda aparição desde a deposição, em 22 de fevereiro.
Yanukovich foi destituído após três meses de violentos protestos populares, desencadeados por sua decisão de rejeitar um acordo de livre comércio com a UE, levando em vez disso a Ucrânia a se aproximar economicamente da vizinha Rússia.
Crimeia independente
A poucos dias do referendo para tentar ratificar a anexação da Crimeia à Rússia, o Parlamento da península aprovou uma declaração de independência da Ucrânia.
O governo de Kiev, potências do bloco europeu e os EUA criticaram o movimento, considerando-o ilegal. Mais uma vez, a Rússia defendeu uma decisão tomada pelas autoridades locais.
A crise entre Ucrânia e Rússia só tende a aumentar nos próximos dias, sobretudo no domingo, quando a Crimeia vai realizar a consulta pública sobre a adesão à Federação Russa.
O novo governo ucraniano já declarou que não reconhecerá o resultado, que provavelmente será pelo “sim”, dada a maioria étnica russa na Crimeia.