O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (12) o afastamento de oito servidores suspeitos de envolvimento em contratações superfaturadas de veículos para trabalhos na área de saúde indígena.
Entre os afastados está Fernando Rodrigues Rocha, ex-diretor do departamento de gestão da secretaria responsável pela saúde indígena. Rocha atuava na área desde 2003, primeiro na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e depois na pasta.
De acordo com o ministério, houve diferenças “marcantes” nos valores dos contratos de locação. Em alguns casos, a variação chegou a até 100% no valor dos veículos alugados.
Rocha não foi localizado pela reportagem.
O Ministério da Saúde gastou irregularmente R$ 6,5 milhões destinados a comunidades indígenas entre 2010 e 2012, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU).
Remédios comprados para o setor de saúde indígena custaram até 8.691% mais que outras aquisições feitas pela pasta.
Em nota, o Ministério da Saúde confirmou ter constatado uma oscilação considerável nos preços pagos para as locações de veículos em diferentes Estados. Deu como exemplo o aluguel de caminhonetes. Enquanto o DSEI de Rondônia pagava R$ 10.558,33 por mês por cada carro, o DSEI de Cuiabá pagava R$ 20.500,73.
A diferença também era constatada no aluguel de vans. Na Bahia, o aluguel era de R$ 20.220,00. No Mato Grosso, de R$ 25.302.