08 de julho de 2026
Nacional

Pressão cresce e Dilma sofre nova derrota na Câmara

Folhapress
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No dia em que sofreu sua segunda derrota consecutiva imposta por sua base aliada, com convocações e convites para dez ministros se explicarem no Congresso, o Palácio do Planalto intensificou nesta quarta-feira (12) a promessa de nomear ministros e liberar verbas para tentar conter a rebelião.

 

Em menos de 48 horas, a Câmara dos Deputados contrariou o governo ao aprovar a criação de uma comissão para tratar de supostas irregularidades na Petrobras, e, nesta quarta, conseguiu atingir a equipe ministerial da presidente Dilma Rousseff.

 

De uma só tacada e de forma possivelmente inédita - a Câmara não soube precisar esse dado -, dez dos 39 ministros foram convidados ou convocados por comissões da Câmara, em reuniões marcadas por bate-boca entre o PT e os aliados rebelados.

 

Mais uma vez, a derrota do governo foi capitaneada pelo líder da bancada do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), porta-voz das insatisfações.

 

Um dos ministros de Dilma, Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), foi convocado em três votações distintas. Os ministros serão instados a falar sobre ações de suas pastas e serão alvos da oposição, que insistirá em assuntos incômodos ao Planalto, como os apagões no setor elétrico e denúncias.

 

Além de Carvalho, esta comissão aprovou ainda a convocação de outros quatro ministros: Manoel Dias (Trabalho), Jorge Hage (Controladoria-Geral) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).

 

Foi aprovado ainda convite para depoimento da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do ministro Arthur Chioro (Saúde). “É tanto ministro que a gente devia é convocar logo a presidente Dilma”, ironizou o oposicionista Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

 

A revolta na base de Dilma engrossou na véspera do Carnaval após o PMDB, maior partido da aliança dilmista, ter liderado a criação de um “blocão” de nove partidos para atuação conjunta, oito deles governistas.