O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que a Rússia não é culpada pela crise na região ucraniana da Crimeia.
Em encontro com delegações paralímpicas na cidade de Sochi, no mar Negro, Putin agradeceu aos dirigentes por terem deixado a política de fora dos Jogos Paralímpicos de Inverno realizados na Rússia.
"Eu gostaria de expressar minha gratidão a vocês por deixarem os Jogos Paralímpicos de fora da política. E gostaria de salientar que a Rússia não foi quem iniciou as circunstâncias que foram tomando forma", disse.
A península ucraniana da Crimeia foi ocupada por forças russas e realizará um referendo domingo sobre a adesão à Rússia.
A Ucrânia e líderes ocidentais dizem que o referendo é ilegal.
Merkel ameaça
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, advertiu hoje a Rússia sobre as consequências extremamente negativas para seu próprios interesses do apoio que o país dá aos planos de adesão à Federação Russa da região ucraniana da Crimeia.
"Se a Rússia prosseguir no mesmo caminho das últimas semanas, não será apenas uma catástrofe para a Ucrânia. Também prejudicará muito a própria Rússia, tanto política como economicamente", declarou Merkel no Parlamento alemão.
A chefe de governo, que nasceu na então Alemanha Oriental (sob a órbita soviética até a queda do Muro de Berlim), defendeu uma solução aos conflitos na Europa "com os princípios do século 21" e não com os dos séculos 19 e 20, que levaram o continente a duas guerras mundiais e à Guerra Fria.
Merkel reiterou a aposta na criação de um grupo de contato para encontrar uma solução política e diplomática à crise ucraniana.
A chanceler alemã é considerada a figura mais influente da União Europeia na crise da Crimeia, mas tem sido acusada de resistir a optar por uma pressão real sobre a Rússia pelos estreitos laços comerciais de Berlim com Moscou.