As vilas de mídia e dos árbitros que seriam construídas na zona portuária do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016 terão de mudar de lugar por conta de atrasos nas obras.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COI), Carlos Arthur Nuzman, disse na manhã desta quinta-feira (13) que a prefeitura informou à Rio 2016 que as obras do local estão atrasadas, colocando em risco a conclusão dentro do prazo necessário.
"O Comitê Rio 2016 não é responsável por obras. Ele não constrói, não tem essa função. A iniciativa de ter as vilas no porto foi uma decisão da prefeitura. No momento que nos comunicam que não deverá ter, o Comitê vai ter que procurar outras soluções", disse Nuzman, que afirmou que ainda aguardava uma posição definitiva da prefeitura.
As vilas são um complexo de 1.800 apartamentos que serão comprados por servidores municipais que, em teoria, terão acesso ao imóvel depois de 2016. O empreendimento seria utilizado para abrigar jornalistas e juízes da Olimpíada do Rio.
Chefe de mídia da Rio 2016, Mario Andrade, disse que o Comitê já estuda três locais alternativos para a vila de árbitros, mas não informou a localização. "Se eu falar, os preços vão lá em cima", disse. Para abrigar a imprensa estrangeira, porém, não há nada em vista, segundo ele.
O Comitê Organizador da Rio 2016 deve anunciar uma decisão sobre os novos locais até o fim da próxima semana, quando a Comissão de Coordenação do evento se reúne.