10 de julho de 2026
Internacional

Rússia apoia monitoramento na Ucrânia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma equipe da Rússia apoiou pela primeira vez a ideia de envio de uma missão de monitoramento da OSCE para a Ucrânia, incluindo a Crimeia, disse nesta quinta-feira (13) o presidente dessa entidade de defesa dos direitos e segurança na Europa, que qualificou a decisão de “um possível grande passo à frente”.

 

O desdobramento foi divulgado um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter conversado sobre a crise na Ucrânia com o ministro de Relações Exteriores da Suíça, Didier Burkhalter, cujo país preside a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

 

Exercício militar

 

A Rússia iniciou novos exercícios militares perto de sua fronteira com a Ucrânia nesta quinta-feira (13) e não dá sinais de que irá voltar atrás em seu plano de anexar a região vizinha da Crimeia, apesar de uma iniciativa por sanções mais contundente do que o esperado da União Europeia e dos Estados Unidos.

 

Em um discurso incomumente robusto e emotivo, a chanceler alemã Angela Merkel alertou para uma “catástrofe” a menos que a Rússia mude de rumo.

 

“Não o veríamos, como vizinhos da Rússia, como uma ameaça. E não só mudaria o relacionamento da União Europeia com a Rússia”, disse ela em um discurso no Parlamento. “Não, isso causaria um dano imenso à Rússia, econômica e politicamente”.

 

Resolução da ONU

 

Os Estados Unidos divulgaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (13) para declarar ilegal o referendo sobre a independência da região ucraniana da Crimeia, marcado para domingo, mas a Rússia prometeu vetá-lo, disseram diplomatas do CS. Resolução iria instar os países a não reconhecerem os resultados da votação na Crimeia.

 

A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, disse que está acabando o tempo para uma solução pacífica para a crise.

 

Confronto deixa um morto

 

Um jovem foi esfaqueado até a morte e mais de dez pessoas foram hospitalizadas nesta quinta-feira (13) depois que manifestantes rivais entraram em confronto na cidade ucraniana de Donetsk, no leste do país, na qual a maioria da população fala russo, disseram autoridades médicas.  Na pior onda de violência desde a queda, no mês passado, do presidente ucraniano Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, manifestantes com bandeiras ucranianas e condenando a tomada da Crimeia pela Rússia entraram em confronto com centenas de pessoas com bandeiras russas que cantavam em apoio ao presidente russo, Vladimir Putin, na praça Lenin, no centro da cidade.