O presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, defendeu nesta quinta-feira (13) a desapropriação de áreas para a construção de corredores de ônibus na cidade.
Na quarta-feira (12), o governo do prefeito Fernando Haddad (PT) sofreu um importante revés na discussão dessa questão na Câmara.
Com a casa lotada de manifestantes e pressão da oposição, o PT não conseguiu quorum para votar o projeto que possibilita o alargamento e alongamento de vias para a construção de corredores de ônibus (o que poderia causar desapropriação de 7.000 imóveis).
"É um projeto importante para a cidade. Em tese, qualquer grande obra envolve um número grande de desapropriações. Eu defendo o transporte público, que sempre deve ser prioridade na mobilidade", disse Kassab.
O ex-prefeito também disse apoiar a operação Braços Abertos, que dá moradia e emprego a viciados da Cracolândia, no centro de São Paulo.
"Eu torço para que dê certo. O importante é que haja políticas públicas [direcionadas aos usuários de crack]. Torço para que o Fernando Haddad possa apresentar resultados positivos", afirmou.
Ele disse também que a questão deve ser enfrentada não só por São Paulo, mas por todos os municípios brasileiros.
"É uma questão [o problemas das drogas] de grande importância e aflige todas as cidades, pequenas, médias ou grandes."
Plano Diretor
Sobre o adiamento da apresentação do texto final do Plano Diretor, que deveria ter ocorrido ontem, Kassab classificou a situação como "normal".
"É a lei mais importante de uma cidade, então é natural que haja essas discussões. Existem momentos que há avanços, mas em outros casos, como esse, o debate se torna mais lento. É normal na relação entre Executivo e Legislativo", disse.
O adiamento do texto final do plano ocorreu por causa da resistência de vereadores que querem mais participação no projeto. A estratégia é levar o plano a votação depois de construir um consenso em torno dos pontos mais polêmicos.
O Plano Diretor é o conjunto de regras urbanísticas que vai orientar o crescimento da cidade, ao menos, pelos próximos dez anos.