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Alex Kuzmin/Reuters |
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Membros do Parlamento da Ucrânia aplaudem a resolução que dissolveu o Parlamento da Crimeia
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O Parlamento da Ucrânia aprovou neste sábado (15) uma resolução que dissolve o Parlamento da Crimeia, a um dia do referendo na península para aprovar sua anexação à Rússia.
A decisão em Kiev é um gesto muito mais político do que prático. Como o Parlamento da Crimeia não reconhece o da Ucrânia, o referendo, considerado ilegal pelo governo ucraniano, está mantido.
Pela manhã, em Simferopol, capital da península, centenas de pessoas já celebravam na Praça Lênin, com faixas e bandeiras pró-Rússia, além de um show num palco, a anexação da região ao território russo. Ao mesmo tempo, soldados se mantinham de prontidão no prédio do Parlamento local, num clima de tranquilidade, sem sinais de algum tipo de tensão.
A decisão de Kiev foi aprovada neste sábado (15) por 278 deputados e busca dar os primeiros passos oficiais para não reconhecer o resultado da consulta pública de domingo (16), cujo resultado deve ser favorável à Rússia. Enquanto a Crimeia se prepara para o referendo, crescem a tensão e a violência no leste ucraniano. Duas pessoas morreram na sexta-feira (14) em Kharkiv em confrontos entre militantes pró-Ucrânia e pró-Rússia.
Referendo
Líderes pró-Rússia da Crimeia se preparavam neste sábado (15) para um referendo que deve transferir o controle da península do Mar Negro da Ucrânia para Moscou, apesar da ameaça de sanções e as críticas por parte dos governos ocidentais.
O referendo, que o ocorrerá no domingo (16) e é classificado como ilegal por Kiev, causou a pior crise entre Ocidente e Oriente depois do fim da Guerra Fria, e aumentou a tensão não apenas na Crimeia, mas também no leste da Ucrânia, onde duas pessoas morreram durante confrontos na sexta-feira.
As ruas da capital da Crimeia, Simferopol, estão calmas neste sábado (15), apesar da forte presença militar, anormal para uma cidade normalmente pacata.
O primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov, cuja eleição em uma sessão fechada no Parlamento nacional não é reconhecida por Kiev, afirmou que há segurança suficiente para garantir que a votação deste domingo ocorra calmamente.
"Acho que temos gente o suficiente: mais de 10 mil pessoas nas forças de autodefesa, mais de 5 mil em diferentes unidades do Ministério do Interior e os serviços de segurança da República da Crimeia", afirmou o premiê.
Em Kiev, o Parlamento ucraniano aprovou a dissolução da assembleia regional da Crimeia, que organizou o referendo e apoia a anexação à Rússia.
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