Ah, que saudade do bonde gritando uh! vamo invadir, uh! Vamo invadir" é... que saudade... Há tempos não vejo a torcida que conheci, aliás, não reconheço o time que me foi apresentado. Noroeste, time do coração, aquele que emociona a cada gol e que a cada derrota deixa com um ar de tristeza o coração do bauruense. A cidade de Bauru, que antes era muito apaixonada pelo time, hoje em dia não faz tanta questão de apaixonar a antiga paixão, o que resta ainda é a sempre apaixonada Sangue Rubro, que com mil, cem ou dez, sempre está lá, gritando pela "Maquininha". De um tempo não tão distante, em 2005, o Noroeste era campeão da antiga Copa Federação em cima do Rio Claro, por 4x2, em Bauru. Naquela época víamos as arquibancadas lotadas com músicas, batuques e bandeiras, não que hoje não há isso, mas antes sentíamos que era com mais impolgação, mas o amor e a paixão sempre foi e será o mesmo.
O alvirubro, mesmo sendo um time do interior de São Paulo, colocava medo em todos grandes, chegando inclusive em 4º lugar, eliminando o Corinthians no último jogo do Campeonato Paulista em 2006, no mesmo ano ainda se classificando para a Copa do Brasil, onde foi eliminado na primeira fase e para a série C, não fazendo feio, ficando em 10º na classificação geral. Mas como tudo tem uma nuvem negra, o Noroeste ficou conhecido como o iô-iô do interior. Em 2009 caiu da elite para a A-2 do Paulista, subiu em 2010 aos gritos de "vamos subir rubro" em seu centenário, mas daí em diante caiu muito.
De produção e nem com o bi-campeonato da Copa Paulista em cima do Audax, em 2012, quando se dirigiram a São Paulo 10 ônibus e fizeram a festa na capital. Mas para onde será que foi o prestígio do time? E valeria a pena a torcida apoiar? Onde será que foi parar o glorioso Norusca? Um dos clubes mais respeitados e centenários do Brasil, com grandes clássicos regionais com Marília e XV de Jaú. Ninguém, digo, nem o mais apaixonado, consegue encarar a realidade, passando pela zona de rebaixamento da série A-3 e problemas administrativos, como troca de presidente, jogadores e comissão técnica, teria uma luz no fim do túnel? Mas como todo grande clube, o Noroeste há de dar a volta por cima? Vamos ver o que o futuro nos reserva.
Marcos Cassiano