10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Seu Toninho, o português


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Conheci o sr. Antonio, da bicicletaria Oliveira, há muito tempo. Quando ainda tinha sua oficina na esquina da rua Gerson França com a 15 de Novembro. Ali o sr. Antonio batalhava dia e noite, consertando bicicletas, e sempre amável e gentil com o sorriso estampado no rosto, dizia ele: - "Ò, Patrício, como vai? E a mamãe Celina?". Sempre contava com a sua ajuda quando promovia os Festivais de Teatro e bailado português, pois como um bom luso-brasileiro, colaborava no patrocínio da Oficina Oliveira nas revistas que promovia o teatro e o bailado, queria que Bauru tivesse um clube que representasse a pátria portuguesa.

Não havia bicicleta difícil de conserto, ele dava um jeito em todas elas, ora soldando, ora desentortando, e sempre com o seu jeito amigável dando solução a todos os problemas que surgissem. Sua esposa, d. Maria, sempre ao seu lado, ajudando e o incentivando, pois não havia tantas empresas em Bauru que trabalhassem com a chamada "magrela", e o sr. Antonio cresceu, adquiriu um terreno na Rua Monsenhor Claro esquina com a 15, ali nas proximidades, e construiu sua oficina moderna, com divisões para vendas e consertos, e na parte superior sua moradia.

Em muitas festas na antiga sede da Luso Brasileira, lá estava o sr. Antonio e sua esposa, sempre participando e cooperando com a colônia, e era só nos ver, lá vinha ele: - "Ó Patrício", como vai você?" Nossa amizade se tornou tão forte que seus dois filhos vieram a ter aulas particulares de reforço para o colégio, pois ele queria que os filhos estudassem e crescessem na vida.

Fabiano e Fernando, meus filhos, sempre que escolhiam uma bicicletinha, era lá no sr. Toninho da oficina Oliveira que iam escolher, e o sr. Antonio, sempre atencioso, falava: - "Não vai levar uma ?buzininha?. Uma flâmula de Nossa Senhora da Aparecida, os meninos vão brincar muito com as ?motoquinhas?, pois são de boa qualidade..."

Teve o descanso eterno. Deus pai todo poderoso levou o sr. Toninho... e tenho certeza de que lá chegando já se encontrou com minha mãe e foi dizendo:- "Ó Patrícia, os meninos estão bem, seus bisnetos estão crescendo e logo, logo estarão usando uma motoquinha lá da Oficina Oliveira..." Os nossos sentimentos à família Oliveira.

Professor especialista Carlos Alberto Alves Neves