Eis o segredo para tê-la: gestão, gestão, gestão... Quando se fala em gestão com qualidade, o legado do consagrado engenheiro de controle de qualidade Kaoru Ishikawa não pode ser desprezado. "Quem não tem item de controle não administra nada".
Daí a urgência de o município, por menor que seja, exercer a atividade de inteligência energética, no mínimo com um engenheiro ou técnico capacitado, que trabalhe com controles, metas e esteja antenado em cursos e eventos. As prefeituras, via de regra, são as que mais consomem eletricidade em seus municípios. Em Bauru, por exemplo, são mais de 320 prédios com medidores e 42.200 conjuntos ópticos na Iluminação Pública (IP). É óbvio que a "gestão energética com qualidade" deve abranger todas as unidades, atuando no conceito básico para economizar eletricidade e tê-la adequada: projeto; equipamento; utilização. Porém, nesse momento polêmico sobre a IP, os municípios precisam constituir e capacitar gestores para a empreitada, independente de quem seja o detentor do ativo: concessionária ou município. Afinal, não se pode ignorar que a IP, entre outros aspectos, tem os técnicos e lúdicos que interferem na vida da população: segurança, meio ambiente, arquitetura urbana e qualidade de vida. Em nível nacional, representa 4,5% da demanda (1/3 das famigeradas usinas térmicas em operação).
É oportuno destacar que, desde sua constituição a Assenag - Associação de engenheiros, arquitetos e agrônomos de Bauru, promove discussão de assuntos que afetam a comunidade. O caso da IP, com a sequência de eventos internos, seminários e encontros, transformou-se em um "processo", do qual participo como consultor. Realço que o início foi em 2009, com o 1º Seminário, um ano antes da portaria Aneel 414, que impôs cronograma à transferência da IP aos munícipios. Referido "processo" ganhou dimensão estatual em 2013, com o aval do deputado Estadual Pedro Tobias e do secretário estadual de Energia, José Anibal que presidiram a mesa de instalação do 2º Seminário. Agora, temos o 3º evento, ainda com o objetivo de constituir um espaço para discutir as três situações envolvendo à IP: Transferência aos municípios, até 31/12/14; Adequação às normas da ABNT; Luz adequada para o vídeo monitoramento (JC- 13/01/13). Oportuno salientar que os contatos com dirigentes das Agências Reguladoras, Estadual e Federal, possibilitarão esclarecer dúvidas sobre a legislação com o diretor da Arsesp, Genésio Betiol, e o superintendente da Aneel Marcos Bragato.
Destaco ainda que esta fase será coroada com um procedimento prático: substituir três luminárias vapor sódio por outras LED, em postes da CPFL, existentes no entorno da praça Nabih Gebara, recém- revitalizada. As luminárias LED foram doadas por três fabricantes que participam desde o 1º Seminário e serão adaptadas e oportunamente instaladas pela CPFL, por cortesia. O objetivo de realçar as luminárias LED, numa espécie de "show room", defronte a uma instituição de engenharia, visa estimular o poder público municipal para conservar energia e reduzir o valor da conta de luz. Retomando ao título desta matéria, ouso plagiar o executivo e cronista desse jornal João Jabbour na intrépida crônica "Pela metade" (JC 04/11/13): "...parece que vivemos a época do pela metade".
O autor, Braz Melero, do Lions Bauru Centro, CREA 34380 e CRA 24428, foi executivo da CPFL, Gabinete da Prefeitura Bauru e Cohab