09 de julho de 2026
Internacional

Síria e a Rússia criticam os EUA após fechamento de embaixada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O regime sírio disse nesta quarta-feira (19) ser "ilegal" a decisão dos Estados Unidos de fechar a representação diplomática síria, enquanto Moscou considerou que, desta forma, Washington abandona seu papel na busca por uma solução ao conflito na Síria.

O governo americano determinou na terça-feira (18) que o governo sírio suspenda as atividades de sua embaixada e de seus consulados nos Estados Unidos e exigiu que seus funcionários deixem o país, evocando as "atrocidades" cometidas pelo regime.

"Trata-se de uma medida arbitrária e ilegal que viola claramente a convenção de Viena", reagiu o ministério das Relações Exteriores em Damasco.

A política americana "encoraja a propagação do terrorismo" e esta medida "constitui um novo passo no apoio americano ao derramamento de sangue na Síria", acrescentou.

Os Estados Unidos, que apoiam a oposição síria, afirmou que o fechamento da representação diplomática não representa o fim da diplomacia com a Síria.

Moscou, aliado do governo sírio de Bashar al-Assad, também criticou a decisão americana.

"Nossos parceiros americanos privam-se do papel de copatrocinador do processo de resolução política na Síria, e fazem, propositadamente ou não, o jogo da oposição radical", denunciou o ministério russo.

Os Estados Unidos rebateram as acusações de Damasco de desrespeito ao direito internacional e negaram as acusações russas. O Departamento de Estado garantiu ter agido "em cumprimento com a lei e com todos os aspectos da Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas".

As autoridades americanas pediram ainda à Síria para encontrar um país terceiro para assumir a responsabilidade pela proteção e manutenção dos edifícios da embaixada. Caso contrário, "o Departamento de Estado irá assumir a responsabilidade de garantir a proteção e preservação dos locais da missão síria, junto com seus bens e arquivos", indicou a porta-voz do Departamento, Jen Psaki.

O secretário de Estado americano, John Kerry, considerou por sua vez que as tensões entre russos e ocidentais em relação a crise na Ucrânia podem comprometer a cooperação dos países na tentativa de traçar um acordo de paz para a Síria.