10 de julho de 2026
Geral

Consumidor terá de poupar energia para não pagar mais caro em 2015

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

O governo federal já confirmou que o preço da energia elétrica cobrado do consumidor residencial vai subir em 2015. A novidade é que, já partir do ano que vem, esse valor poderá variar mês a mês. A informação é do superintendente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Marcos Bragatto, que esteve nesta quarta-feira (19) em Bauru.

 

Malavolta Jr.

Alterações no custo de geração serão repassadas imediatamente ao consumidor

Atualmente, quando há majoração no custo para produzir energia no País, o reajuste só é repassado à população no ano seguinte, pois o controle desses números não é feito em curto prazo.

 

Em 2014, por exemplo, em função das secas e da baixa produtividade das hidrelétricas, cresceu a geração a partir de termelétricas, mais caras por conta da utilização de óleo diesel.

 

“Essa diferença do custo será repassada de uma vez para a população. Com o controle mensal, as famílias saberão se, em determinado mês, a energia estará com o preço natural ou mais cara. A partir disso, elas poderão decidir economizar o uso em determinado mês caso haja aumento”, justifica Bragatto.

 

De acordo com o superintendente, haverá bandeiras de sinalização verdes, amarelas e vermelhas para as tarifas. No primeiro caso, elas estarão dentro do valor esperado no mês. Os demais vão apontar variações.

 

Até novembro de 2014, o valor cobrado pelo Quilowatt-hora (kWh) em Bauru, cuja distribuidora é a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL-Paulista), é de R$ 0,27212.

 

Ainda não há previsão, no entanto, do índice do aumento para o ano que vem, considerado inevitável pela União.

 

Alarmante

 

O setor elétrico é alvo de preocupações por parte do Ministério de Minas e Energia, que já acendeu o sinal amarelo. Em audiência realizada ontem na Câmara Federal, o secretário-executivo do órgão, Marcio Zimmermann, afirmou que o governo pretende evitar a volatilidade do preço da energia elétrica, por meio de aporte de R$ 12 bilhões às distribuidoras.

 

Ele justificou a medida, alegando que o preço da energia não pode variar como o do tomate, de forma tão dependente das chuvas.

 

Apesar de a geração de energia estar baseada principalmente nas hidrelétricas, Zimmermann garantiu que o setor elétrico está bem estruturado no País.