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"Os presos já foram avisados de que, possivelmente, não haverá visitas", afirmou um dos agentes |
Presos do complexo penitenciário de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) e de Serra Azul (302 km de São Paulo) não receberam o chamado "jumbo" nesta quarta-feira por causa da greve dos agentes penitenciários no Estado.
Os "jumbos" são os pacotes enviados pelas famílias que contém alimentos e artigos de higiene.
Segundo informações dos agentes, cerca de 15 familiares que estiveram no complexo de Ribeirão na manhã desta quarta voltaram para casa com as encomendas.
A entrada dos "jumbos" também estará suspensa hoje. Amanhã, os agentes decidirão, em assembleia, se haverá visita no fim de semana.
"Os presos já foram avisados de que, possivelmente, não haverá visitas", afirmou um dos agentes, que não quis se identificar.
Em Ribeirão Preto, os atendimentos voltados à saúde dos presos, além do alvará de soltura e a escolta para júri popular, não foram afetados pela greve.
No entanto, não há recebimento de novos presos, visitas de oficiais e advogados e entrega de encomendas. De acordo com os agentes, a superlotação de presos é um dos problemas mais críticos na região de Ribeirão.
No CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto, por exemplo, 25 presos dividem a mesma cela, que tem oito camas.
Já na penitenciária masculina, são 15 detentos dividindo uma cela com seis camas, segundo os agentes.
Em nota, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informou que espera que os líderes grevistas mantenham os serviços essenciais aos presos.