Os agentes penitenciários do Centro de Detenção Provisória (CDP), em Bauru, decidiram, nesta quinta-feira (20), durante assembleia, às 13h, manter a greve começada na segunda-feira (17). Os servidores não queriam que um comboio com 30 presos da Cadeia Pública de Avaí entrasse no CDP e ameaçaram abandonar o posto. Polícia Civil e a Polícia Militar negociaram e cumpriram liminar para levar presos ao CDP de Bauru.
Por volta das 18h, a Força Tática da Polícia Militar quebrou o cadeado da principal entrada do CDP para dar passagem ao comboio. Os agentes penitenciários aplaudiram ironicamente, mas não houve confronto.
A entrada é baseada em uma liminar, assinada pelo juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública e enviada nesta quarta-feira (19), proibindo qualquer medida que impeça o transporte de detentos.
Negociação
Os delegados Kleber Granja e Cledson Luiz do Nascimento chegaram no meio da tarde desta quinta-feira (20) no CDP. Eles participaram de uma negociação com o diretor geral substituto do local, Fabiano Soares Pinto, o Capitão da Polícia Militar Paulo César Valentin, o major da Polícia Militar Alan Terra e alguns agentes penitenciários.
Granja, baseando-se na liminar, permitiu a entrada no CDP de um comboio da Polícia Civil com 30 presos vindos da Cadeia de Avaí. No entanto, os agentes penitenciários não concordaram com a entrada e ameaçaram abandonar o posto. Eles temem uma rebelião entre os detentos, pois o CDP, que tem capacidade para 844 presos, já conta com 1.456 homens.
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