Seis aviões e três navios foram deslocados nesta quinta-feira (20) para o sul do oceano Índico depois que a Austrália divulgou imagens de satélite que podem ser destroços do Boeing-777 da Malaysia Airlines. O avião desapareceu há 12 dias, com 239 pessoas a bordo.
Para o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, as imagens são “um indício crível” do avião. Porém, tanto ele quanto a Austrália pediram cautela em relação às fotos, que precisam ser confirmadas.
“Para os familiares em todo o mundo, a única parte de informação que desejam é a que simplesmente não temos: a localização do MH370.”
A área onde foi feita a imagem fica no meio do oceano Índico, a 2.500 km de Perth, na Austrália. Segundo o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, foram vistos dois objetos, um deles com 24 metros de comprimento.
As imagens foram feitas no domingo (16) por um satélite americano, mas só foram divulgadas ontem porque precisavam ser analisadas.
“O trabalho de avaliar essas imagens é muito difícil e demanda tempo porque temos que olhar quadro por quadro das gravações”, disse John McGarry, oficial da Força Aérea australiana.
Após a revelação, aviões de patrulhamento da Austrália fizeram uma varredura, mas não acharam nenhum vestígio e tiveram que voltar por causa do mau tempo.
Também terminaram sem resultado as buscas feitas por um avião americano que caça submarinos e por um navio mercante da Noruega que seguia para a Austrália.
A operação foi retomada na manhã desta quinta-feira. A Austrália ainda deve enviar um navio, que deve chegar ao local no sábado, assim como o Reino Unido. Já a Nova Zelândia ajudará nas buscas com um avião de patrulha.
O trabalho, no entanto, pode ser dificultado devido às condições da área. Segundo oceanógrafos, a região tem profundidade de até 5 mil metros e está sujeita a fortes ventos, ondas gigantes e mudanças bruscas de marés.
Para os especialistas, isso pode ter feito com que os destroços tenham se espalhado por um raio de até 400 km. Outro ponto contrário é a quantidade de lixo devido a diversos naufrágios na área, que faz parte da rota entre o sul da África e a Austrália.
A nova área buscada é próxima ao raio de 4.000 km para onde a Malásia acredita que a aeronave tenha sido desviada. O voo MH370 fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim e sumiu 40 minutos após a decolagem.
Segundo o país, a aeronave mudou a rota e foi detectada por um radar militar no estreito de Malacca, na fronteira com a Indonésia.
O governo malasiano investiga se os pilotos têm relação com a mudança de rota e é criticado pela confusão das informações sobre o sumiço.
Ontem a empresa de satélites Immersat acusou a Malásia de demorar dois dias para deslocar as buscas do mar do Sul da China para o oceano Índico, mesmo sabendo sobre o desvio do avião.