A cada dia, ao menos um animal silvestre é resgatado da zona urbana de Bauru pela Polícia Militar Ambiental em bairros próximos às matas de cerrado, como Mary Dota, Vila Aviação, Tangarás, Vila Industrial, Parque Paulista e parte da zona sul. E os “visitantes” mais comuns em ruas, árvores e quintais das casas são as aves, de modo especial as maritacas.
“Também é muito comum serem encontrados gaviões, corujas, gambás, tucanos, saguis, teiús, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, onças pardas, veados, exemplares de tamanduá-mirim, jaguatiricas, cobras, capivaras e até jacaré-de-papo-amarelo, algumas vezes avistados inclusive em áreas centrais”, enumera o capitão Nilson César Pereira, comandante da 2ª Companhia de Polícia Ambiental.
Destinação
Em Bauru, os animais atropelados, machucados ou sem condições de garantir a própria subsistência (como filhotes e animais debilitados) encontrados ou entregues à Polícia Ambiental são, normalmente, encaminhados para o hospital veterinário da Unesp de Botucatu ou a outros centros de recepção de animais da região, já que o município ainda não conta com esse tipo de serviço.
Animais que são objeto de crime têm tratamento diferenciado, e o estado em que são encontrados determina o seu destino. “Caso apresente indícios de domesticação que inviabilize a sua reintrodução na natureza, o bicho é encaminhado para depositários judiciais, legalmente autorizados a recebê-lo”, comenta o comandante.
Por outro lado, se o animal apresentar estado bravio e hábitos visivelmente selvagens, é feita uma avaliação do seu estado de saúde e a soltura em locais adequados, sempre com acompanhamento técnico de especialistas, como veterinários, e o conhecimento da Secretaria do Meio Ambiente do Estado por meio do Departamento de Fauna (Defau), como ocorreu recentemente com a onça capturada em Bauru.
“Já os encontrados em área urbana, e aparentemente desorientados, são capturados de forma a manter sua integridade física, sendo devolvido o mais rápido possível ao seu habitat”, completa.