08 de julho de 2026
Bairros

Perdidos nos bairros

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Uma árvore da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Maria Izolina Theodoro Zanetta, localizada na rua Felicíssimo Antônio Pereira, serviu de refúgio para um quati no dia 6 de setembro de 2013. O visitante foi recolhido pelos bombeiros com um puçá, rede em forma de cone usada para a captura de animais silvestres, e devolvido ao seu habitat natural.

Com raras exceções, como no caso da onça que apareceu no Parque Vitória Régia, os animais que invadem as áreas urbanas são de pequeno porte e não oferecem muitos riscos à população. Contudo, todo encontro com animal silvestre, seja ele qual for, deve ser tratado com bastante cuidado para evitar acidentes, segundo as orientações do capitão Nilson César Pereira, comandante da 2ª Companhia de Polícia Ambiental.

Evitar que o bicho se sinta acuado é a primeira medida a ser tomada para evitar ataques e preservar a integridade do animal localizado. Crianças e animais de estimação devem ser afastados.

“Quando saudável, ele tende a voltar para seu habitat natural sozinho. Por isso é fundamental não tocá-lo, capturá-lo ou oferecer alimento. Deixe que ele decida o que fazer. Geralmente, um animal só ataca para se defender”, defende.

Já animais grandes precisam de cuidados diferenciados, pois sua permanência nas cidades, além de inviabilizar sua sobrevivência, coloca em risco os seres humanos com um possível ataque. Nesses casos, a orientação é acionar a Polícia Militar (190) e/ou órgãos especializados, como a Polícia Militar Ambiental (3203-2700) e o Corpo de Bombeiros (193), para a captura do animal.

Outros casos

No dia 2 de novembro de 2012, um tamanduá virou atração no bairro Edson Francisco da Silva (Bauru XVI) ao se abrigar na lavanderia de uma residência da rua Roberto Kitizo Bastos. Sem ferimentos, ele foi levado para uma reserva ambiental por uma equipe do Corpo de Bombeiros.  

Uma capivara foi encontrada morta na quadra 20 da avenida Nuno de Assis, no dia 9 de fevereiro de 2013. Na ocasião, pedestres e comerciantes da região disseram que o animal foi atropelado. O veterinário do Zoológico Municipal de Bauru Lauro Soares ressaltou que as capivaras são animais abundantes em rios e que, talvez, tenha aparecido no Rio Bauru, que corta a Nuno de Assis, em decorrência da chuva que caía na cidade.  

No dia 3 de dezembro de 2013, uma onça parda (suçuarana) foi atropelada no quilômetro 336 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), próximo ao “trevo da Eny”. Bastante ferida na pata, boca e com hemorragia, ela foi levada para o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) do Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu. 

Uma jiboia do cerrado com dois metros de comprimento parou o trânsito da Luiz Edmundo Carrijo Coube enquanto atravessava a quadra 3 da avenida, no início da tarde do dia 4 de junho de 2013. Antes do Corpo de Bombeiros chegar ao local, a cobra encontrou refúgio em um matagal próximo à avenida.

Um cervo ferido foi encontrado, em 14 de março de 2010, por moradores da rua Antônio Padilha, no Parque União, e resgatado pela equipe do Corpo de Bombeiros. 

No dia 21 de julho de 2012, um gavião ficou preso por cerca de 18 horas em um exaustor no teto do galpão de uma concessionária, na quadra 32 da avenida Nações Unidas. A ave foi resgatada por uma equipe do Corpo de Bombeiros e devolvida à natureza.