Recentemente, foram publicadas matérias neste conceituado jornal que mostravam estatísticas pelas autoridades onde apontavam que estavam ocorrendo redução de crimes, especificamente o furto (26/09/13 - Polícia - Apreensões por tráfico crescem 47% - Em 2013, foram 127 ocorrências a mais em Bauru; polícia afirma que ação contra o tráfico diminuiu roubos e furtos. E 25/01/14 ? Polícia - Assassinatos caem 19% na região - Dados da SSP obtidos com exclusividade pelo JC mostram que 2013 teve 32 homicídios a menos que 2012 em 89 cidades).
Pois bem, lido isso o sentimento de segurança aumenta, coisa que desejamos muito, mas, os fatos podem demonstrar que as estatísticas talvez não sejam tão verdadeiras. O fato ocorreu com este leitor no dia 18/03/2014, em sua residência, quando fomos acordados, por volta das 3h da madrugada, pelo "vigilante noturno", que faz ronda no bairro Jd. Cruzeiro do Sul, de que o portão de entrada da garagem estava entreaberto, obviamente assustados, eu e meus filhos, passamos a verificar o que poderia ter ocorrido, e ao acionar o controle para fechar, estava travado e notamos que a barra de fixação entre o portão e o motor estava entortada, quando identificamos que havia sido forçada, e para nossa surpresa, a bicicleta que estava na garagem com o carro não se encontrava mais, ou seja, fomos furtados pelos meliantes de plantão. Efetuamos contato com a PM que não demorou a aparecer, feita a constatação do ocorrido, somente disseram que iriam fazer buscas em "prováveis locais" e solicitaram a confecção de BO na delegacia de polícia da Rodrigues Alves em até 24h.
Extremamente chateado, e por não ter acontecido nada de pior para a família, resolvi comparecer na delegacia durante o dia (praticamente não foi possível dormir mais o restante da noite), mas, com os afazeres do dia-a-dia, incluindo contatar um serralheiro para conserto do portão, só foi possível comparecer na citada DP por volta de 20h. Vi que havia algumas pessoas aguardando para serem atendidas (aproximadamente umas 10), peguei a minha senha de número 626 e vi, pelo painel de chamada, que o atendimento que estava acontecendo no momento era de número 581, fazendo uma conta simples notei um intervalo de 45 senhas, muito diferente do número de presentes no local. Apenas 01 atendente prestava serviço no momento, quando passados alguns minutos, aparece outro, que começa a chamada pelo painel, prosseguiu um sequencia de quase 10 chamadas até a próxima senha presente. Quando uma outra senha foi chamada, talvez por volta de 20:45h, após outras chamadas sem a presença do número mostrado no painel, aproveitei a proximidade com o detentor da senha e indaguei que horas havia chegado lá, ao que este respondeu, antes das 16h. Naquele ritmo vi que iria demorar muito para ser atendido e não sairia de lá tão cedo, então, por volta das 21h15h decidi ir embora sem efetuar o registro do BO.
Ficou claro que muitas pessoas estiveram lá por algum motivo e assim como eu não puderam ou quiseram esperar para registrar o acontecido. Pode ser que alguns deles, assim como eu, tenha sido o furto de uma bicicleta, que não irá aparecer nas estatísticas da SSP. Considero uma situação que requer providências por parte do poder público, pois estamos ficando com o prejuízo financeiro do bem furtado e emocional que causa tal ocorrência.
Adalton J. Alves