A Aproferp (Associação dos Profissionais da Educação de Ribeirão Preto) e o Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) estão rachados.
As posições de cada entidade estão expostas em sites -o portal do sindicato chamou de "vândalos" os professores que participaram da paralisação da última quinta-feira (20).
"Não confundimos manifestantes com bandidos, mas entendemos que vândalos que colocaram a integridade física das pessoas em risco e danificaram patrimônio público devem ser identificados, punidos e, sobretudo, afastados do comando de manifestações", diz nota do sindicato, sobre a manifestação de professores e pais na Secretaria da Educação.
"A lógica de criminalizar os professores demonstra que seu presidente defenderá, com unhas e dentes, o governo", respondeu a Aproferp, também em nota.
O racha aconteceu depois de o sindicato ter fechado um acordo com o governo da prefeita Dárcy Vera (PSD), criando uma comissão junto com a Secretaria da Educação, sem que nenhum professor estivesse presente, no dia 17.
A reunião, que discutiu a superlotação em salas de aula, foi classificada pela Aproferp como um "encontro às escuras".
De acordo com o secretário geral da Aproferp, Leonardo Sacramento, os professores participariam da reunião.
No entanto minutos antes do horário marcado o sindicato enviou mensagem aos docentes informando sobre a suspensão do encontro, segundo ele.
Em assembleia da associação que contou com a presença de 300 professores, foi votada a dissolução da comissão formada.
"Ela é fajuta. O que representa os professores são os professores", informou a associação, em nota.
O sindicato marcou uma assembleia para os docentes na segunda-feira para a eleição de membros da comissão antes da manifestação prevista para quinta-feira.
No mesmo dia, a Aproferp tem uma reunião marcada com a secretária da Educação, Débora Vendramini.
Na terça-feira, os professores se reunirão em assembleia para discutir os resultados da reunião e uma possível greve da categoria.