08 de julho de 2026
Geral

Dengue acende sinal de alerta

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

Agentes reduzem criadouros; foram encontradas larvas em 3,8 imóveis a cada cem pesquisados no último levantamento

Está aceso o sinal de alerta na área de controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde em Bauru. A preocupação está ligada ao índice 3,8 de Avaliação de Densidade Larvária (ADL) concluído com dados de pesquisa em 12 regiões da cidade, do período de janeiro até 20 de fevereiro passado.

Realizado em outubro do ano passado, o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa) apontou 2,1. Ou seja, foram encontradas larvas do mosquito em 2,1 imóveis em cada 100 pesquisados. O preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é menor que 1. Com a ADL próxima de 4, a população precisa redobrar a atenção no combate aos criadouros, sobretudo nos períodos que alternam chuva e calor, como agora.

O chefe da seção de ações de meio ambiente da Prefeitura de Bauru, Daniel Tarcinalli, explica que o confronto dos índices confirma a preocupação.

“A avaliação de densidade, a ADL, é realizada em um período de 30 dias e o Liraa é um levantamento que tem de ser feito em 15 dias, o que exige maior mobilização de equipes e de trabalho de conclusão. Mas do ponto de vista de indicador, os trabalhos não diferem. O que o dado do novo índice mostra é que estamos em sinal de alerta e isso preocupa”, menciona.

A pesquisa é realizada em no mínimo 400 imóveis em cada um dos setores da cidade.

“A pesquisa inclui entrar nas casas para ver se tem a larva ou não do mosquito. E o levantamento com o índice 3,8 mostrou o que, de certa forma, era esperado o aumento do índice para a situação de um pouco mais de chuva com calor nesta fase. O índice também preocupa porque não inclui dados sobre estabelecimentos, como ferros-velhos e outros locais onde a concentração de larvas é maior”, amplia.

Em relação à verificação anterior, Daniel Tarcinalli menciona os bairros que apresentaram maior concentração de larvas.

“O Jardim Redentor, Núcleo Geisel e Jardim Carolina preocupam, com presença maior do mosquito. E também a região do Pousada da Esperança, Núcleo Gasparini e Vila São Paulo”, cita.

Para evitar alarmismo, mas sem deixar de ponderar pela preocupação, Daniel define: “Estamos em zona de alerta, mas muito próximo do índice de risco de epidemia, que é 4. É bom ressaltar que, dos últimos 20 casos registrados neste ano, os exames apresentaram ainda a circulação do vírus 1, confirmando a continuação dos casos do ano passado. Mas é bom ressaltar que o vírus 4 circula por algumas cidades da região e, se houver entrada desse tipo na cidade, poderemos enfrentar epidemia em condições mais difíceis”, finaliza.

A queda expressiva no número de casos, em relação aos dois primeiros meses de 2014, pode gerar falta sensação de segurança. De acordo com dados oficiais da Secretaria Municipal de Saúde, foram somente 19 casos este ano, contra 1.091 no mesmo período de 2013.

Mesmo com a queda dos casos, a população não deve descuidar das medidas preventivas: evitar vasos de plantas com pratos de plásticos; manter ralos internos e externos tampados, bem como vasos sanitários; manter as piscinas limpas, tampadas ou desmontadas, quando possível; descartar todo material inservível com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti (garrafas, latas, embalagens vazias, pneus e outros) e manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias. 

Atenção

Com a ADL próxima de 4 a população precisa redobrar o cuidado no combate aos criadouros