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Economia: setor elétrico e ação da poupança contribuíram para reduzir nota do Brasil |
A agência de classificação de risco Standard & Poors incluiu as dificuldades do setor energético e até o julgamento da poupança entre os riscos que contribuíram para reduzir a nota do Brasil.
O país foi rebaixado ontem do nível BBB para BBB-, o menor degrau dentro da escala de grau de investimento, no qual o mercado é considerado seguro para se investir.
Uma piora da situação fiscal e nas contas externas, aliadas à perspectiva de baixo crescimento nos próximos anos, foram os principais fatores citados para justificar a mudança.
Segundo a analista da S&P, Lisa Shineller, a agência acredita que será difícil cumprir a meta de 1,9% de superavit primário prevista para este ano sem que se recorra a ajustes pontuais.
Além da deterioração fiscal e da perda de credibilidade na condução da política das contas públicas, Shineller citou riscos adicionais para o orçametno que contribuíram para o rebaixamento.
"Tem a dinâmica do setor elétrico, que está recorrendo ao Orçamento para alguns custos, alguns custos estão sendo postergados, há riscos relacionados aos governos estaduais, dúvidas sobre o julgamento da poupança na corte suprema", afirmou a analista em teleconferência com o mercado.
Apesar da redução na nota, Shniller fez questão de reforçar a perspectiva neutra da avaliação, que indica não haver projeção de novo rebaixamento no curto prazo. Segundo ela, a análise reflete a robustez institucional e das contas públicas.
"Apesar da piora fiscal e da deterioração, vemos o quadro em ordem", afirmou. Para a agência, não há risco de que as eleições possam alterar o compromisso geral do governo com as contas públicas.