O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) defendeu o MST nesta quarta-feira (26) e disse que não houve tentativa de invasão do STF (Supremo Tribunal Federal) em fevereiro, quando uma sessão da corte foi cancelada.
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Agência ABr |
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Carvalho desafiou provarem que houve plano de invasão |
Carvalho desafiou provarem que houve um plano para invadir o Supremo e disse o que ministro Ricardo Lewandowski, que presidia a sessão e tomou a decisão de suspendê-la, pode ter sido mal assessorado.
"Eu desafio os senhores, que alguém da imprensa traga foto, filme ou depoimento de jornalista que mostre a tentativa de invasão. Se o ministro Lewandowski recebeu informação equivocada, é um problema de quem repassou a informação", afirmou.
Segundo Carvalho, "houve um erro estratégico de informação" da Polícia Militar no conflito em frente ao Palácio do Planalto, ao confundir as cruzes de madeira levadas pelos membros do MST com porretes.
As declarações de Gilberto Carvalho foram feitas em audiência na Câmara dos Deputados. O ministro disse ainda que o próprio governo discute com o MST e é contra invasão de terras produtivas. Nas palavras de Carvalho, as reuniões do governo com o MST são "pau puro".
O ministro, contudo, criticou a oposição e citou a frase do deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), que disse que Carvalho é aliado de "quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta".
"O problema é que vocês quando governaram não enxergaram que dava para fazer muito pelos pobres desse país. Muito me orgulho que em meu gabinete se alinha tudo isso o que não presta", disse.
Luís Carlos Heinze então se defendeu , dizendo que estava falando do comando de quilombolas e indigenistas. Ouviu de deputados que estava "amarelando".