A oposição anunciou nesta quarta-feira (26) ter o apoio de pelo menos 29 senadores para instalar a CPI da Petrobras no Senado, derrotando provisoriamente o governo Dilma, que passou o dia tentando convencer senadores aliados a não assinar o requerimento proposto pelo PSDB do presidenciável Aécio Neves.
O número mínimo de 27 apoios necessários deve ser ultrapassado com “traições” de senadores governistas e o apoio do PSB de Eduardo Campos (PE).
Agora, o Planalto fará uma ofensiva para que governistas retirem suas assinaturas. Caso não consiga, vai trabalhar para que a CPI seja mista (Câmara e Senado), e não restrita aos senadores. A avaliação do governo é que uma CPI apenas no Senado pode virar palco de campanha para o tucano Aécio Neves.
O requerimento de criação da CPI pede apuração sobre a compra da refinaria de Pasadena, de superfaturamento de refinarias, irregularidades em plataforma, além da suspeita de que a empresa holandesa SBM Offshore, que aluga plataformas a companhias de petróleo, pagou suborno a empresas em vários países, incluindo o Brasil.
Pelo regimento do Senado, os senadores podem retirar assinaturas do pedido até a meia-noite do dia em que ele for lido no plenário da Casa. A data da leitura é marcada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de Dilma que declarou publicamente ser contrário às investigações.
Petrobras
Dois anos após as primeiras denúncias das irregularidades, a Petrobras decidiu instaurar uma comissão para apurar o caso. A estatal informou ontem que abriu as investigações somente na última segunda-feira.