A Airbus Defense and Space, principal companhia europeia de satélites, com sede na França, forneceu imagens que mostram 122 objetos no sul do oceano Índico, onde se acredita que caiu o avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março (horário local), disse ontem o ministro da Defesa da Malásia, Hishammuddin Hussein.
Para Hussein, as imagens, feitas no último domingo, são a “pista mais crível” até agora sobre o paradeiro do Boeing-777, que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim levando 239 pessoas a bordo. O maior objeto tem cerca de 23 metros de comprimento e alguns brilham. Eles serão analisados por autoridades que buscam a aeronave desaparecida.
Os objetos estão espalhados em uma área de 400 km2 e flutuam cerca de 2.557 km ao sudoeste da cidade australiana de Perth.
FBI resolverá mistério
O diretor do FBI, James Comey, declarou que deve terminar dentro de um ou dois dias uma investigação dos arquivos de computador relacionados ao avião desaparecido da Malásia.
Comey disse que as autoridades malasianas deram à polícia federal norte-americana materiais de computação forense e que a análise está quase completa. “Tenho equipes trabalhando dias e noites para explorar isso”, disse ele.
“Não quero falar mais sobre isso em uma audiência pública, mas espero a conclusão para muito em breve. Dentro de um dia ou dois terminaremos o trabalho.”
Comey não disse quais resultados espera da análise e negou que as autoridades da Malásia tenham sido resistentes à assistência oferecida pela polícia.