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Apresentador Sérgio Reis grava programa televisivo em Bauru com João Mulato e Douradinho
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Falar sobre a cultura caipira e mostrar o que as cidades do Interior têm de bom, permeando tudo com música sertaneja de qualidade. Esta é a proposta do programa “Raízes do Sertão”, apresentando pelo cantor Sérgio Reis, que teve sua terceira edição gravada em Bauru na última segunda-feira. Em Bauru, o apresentador teve como convidados as duplas Matogrosso & Mathias e João Mulato e Douradinho, com direito a um bate-papo descontraído, intercalado por canções.
Sérgio Reis conta que “Raízes do Sertão” estreou há três semanas e tem projeção de ter 16 programas. A proposta do programa é visitar as cidades do Interior e mostrar peculiaridades de cada uma. “Vamos atrás do que tem de gostoso nas cidades, pegamos artistas locais para eles terem a chance de poder cantar.”
Bauru é a terceira cidade visitada. “Já fizemos ‘Rio de Piracicaba’. Também pedi para o Renato Teixeira me levar para Taubaté e mostramos todas as coisas de lá. Aqui em Bauru fomos ver o Museu Ferroviário... É importante que o povo de outras cidades que está assistindo saiba que existem estas coisas”, aponta Sérgio Reis.
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João Rosan |
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Sérgio Reis também gravou com a dupla Matogrosso & Mathias |
Representante do sertanejo raiz e ícone da música sertaneja tradicional, Sérgio Reis elogia as inovações que o gênero musical apresenta recentemente, como o “Sertanejo Universitário”. “Agrada-me porque tem músicas boas e eles cantam bem. Mas não é sertanejo. Puseram este título ‘Sertanejo Universitário’ porque a moçada das universidade gosta. Mas o que ele cantam hoje é uma coisa que eu já fazia 40 anos atrás, que é o ‘iê-iê-iê’, a época da Jovem Guarda, só que cantada em dueto”, analisa.
Sérgio Reis se mostra sem preconceitos de fato. E lembra que a arte pressupõe justamente uma certa transgressão. O cantor louva a ousadia. “Eu gostava de Pena Branca e Xavantinho cantando Milton Nascimento (cantarola Cio da Terra). É cultura, caso contrário Caetano Veloso não gravaria Peninha (música “Sozinho”). Isso é quebrar tabu. Como Elis Regina gravou ‘Romaria’, do Renato Teixeira”, lembra.
Renato Teixeira, aliás, grande parceiro de Sérgio Reis. “Vamos gravar outro DVD, até o meio do ano a gente já grava”, projeta.
Romântico Pop
Com 39 anos de carreira, Matogrosso é referência quando se fala em música sertaneja no Brasil. Formando parceria atualmente com o sobrinho, que há cinco anos é o Mathias, o cantor afirma que a dupla se mantém fiel ao estilo que a consagrou com a alcunha de “a mais romântica do Brasil” e à música raiz, mas também se renovou. “A gente, hoje, tem uma carreira pop também, nosso repertório não é universitário, mas também não é só romântico e nem só raiz. A ideia é ter sempre um pé à frente”, explica.
Fiel à Raiz
“A música raiz nunca morreu e nunca vai morrer”. Assim, João Mulato, que forma parceria com Douradinho, define o estilo da dupla, totalmente voltada ao sertanejo mais tradicional. “Nós cantamos a música sertaneja, não cantamos modismo. Modismo é uma coisa, sertanejo é outra. Eu defendo nossa cultura, nossas raízes.”
João Mulato entende que, mesmo com a inovações e novidades que o gênero sertanejo apresenta, a música raiz permanece com seu espaço junto ao público. “Esta música é nossa cultura.
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