08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

De dose em dose...


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Na edição 2.364 da revista Veja, de duas semanas atrás, o sr. J.R. Guzzo escreveu com maestria tudo que nós brasileiros e brasileiras com um pouco de bom senso desejamos para o nosso Brasil. Alguns trechos da coluna: Destruir o Supremo Tribunal Federal é destruir a pátria. País sem Supremo é país sem lei, e país sem lei não é mais nada - apenas um ajuntamento de gente submetida à vontade do mais forte. Outro trecho: Problema, mesmo, é a lata de formicida Tatu que o governo parece estar interessado em nos sevir, em doses bem calculadas, no futuro aí à frente. Mais à frente ele escreve: O verdadeiro perigo armado contra o Brasil se chama Supremo Tribunal Federal e o perverso sistema pelo qual os seus membros são nomeados: o STF deixou de ser uma corte de justiça. Para que o trabalho de fechar o Supremo, se ele poderia ser controlado pela força armada? Hoje é possível obter o mesmo resultado, sem a necessidade de usar a tropa, basta um pouco de paciência, e ir colocando nas próximas vagas ministros como Ricardo Lewandowski, Luis Roberto Barroso, Teori Zvacki ou José Dias Toffoli, advogado do PT. Mas os novos juizes não teriam de comprovar alto saber jurídico? Que piada. O sr. Dias Toffoli foi nomeado ministro do STF depois de levar bomba em dois concursos para juiz de direito, provavelmente um caso único no sistema judiciário mundial. Quando se aceita, como hoje, a ideia de que não é preciso ter princípios, nem valores morais na atividade de gorvernar, tudo começa a valer, e o resultado desse vale-tudo são aberrações, como a "democracia da Venezuela", que tanto encanta Lula, Dilma e o PT. Parabéns ao sr. J.R. Guzzo. Leia também, na mesma revista, a coluna de Lya Luft, página 27.

Antonio Carlos Azevedo dos Santos