Um homem de 34 anos destruiu com marreta parte de uma edícula durante a reintegração de posse do imóvel, na manhã desta quinta-feira (27), na região do Núcleo Gasparini, em Bauru. Durante a ação estiveram presentes uma oficial de Justiça para o cumprimento da ordem judicial, a advogada da empresa e policiais militares.
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Douglas Reis |
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Homem destruiu parte da edícula durante reintegração de posse em Bauru |
Conforme a reportagem apurou no local com a advogada da empresa, a ação de despejo foi autorizada após o morador J.L.P. não pagar as parcelas da venda do terreno desde 2005. A empresa teria tentado fazer um acordo de pagamento, mas ele não foi cumprido.
Segundo a oficial de justiça, que preferiu não se identificar, a mobília já havia sido retirada na quarta-feira (26) e a família não estava no imóvel. Porém, o carro de J.L.P, um Opala Comodoro, que estava sem pneus, permanecia no terreno e precisava ser retirado para o cumprimento do mandado.
Devido o veículo estar ainda na propriedade, ele foi chamado para ir até o local. Contudo, J.L.P. pegou uma marreta e, acompanhado de seu cunhado, destruiu parte do imóvel com o objeto. As portas, janelas e telhas ficaram destruídas.
Ainda de acordo com a oficial, o imóvel precisaria ser entregue intacto para a empresa responsável.
Uma equipe policial foi acionada para acompanhar a ação e realizou patrulhamento preventivo até que a reintegração de posse fosse finalizada.
Despejado
J.L.P. conversou com a reportagem e contou que morava no local com sua esposa e seus dois filhos, de 8 e 4 anos, e estava com as parcelas atrasadas. Contudo, após comprar o terreno, ficou desempregado e não conseguiu pagar as parcelas.
“Assim que comprei o terreno fiquei desempregado e deixei de pagar as parcelas. Porém, pedi para minha esposa fazer um acordo de pagar de duas em duas, mas eles não aceitaram e queriam que eu pagasse 10 parcelas de uma vez”, contou.
Em relação a destruir a edícula, J.L.P. admitiu que foi um momento de raiva. “Fui eu que construí essa edícula, paguei todo o material. Por isso, decidi que não ia ficar de graça para eles e, junto com meu cunhado, peguei a marreta e destruí tudo”, alega.
O advogado de J.L.P entrou em contato com a reportagem e informou que o morador residia no local desde 2010. Além disso, alegou que, diferentemente do que a empresa informou, o seu cliente estava com as parcelas atrasadas desde 2013.