Maria Rita se entrega novamente ao samba com o disco “Coração a Batucar”, que chega às lojas em abril. O álbum traz, em sua maioria, canções inéditas. Arlindo Cruz, que colaborou com boa parte do repertório de “Samba Meu” (2007) - primeiro projeto de samba da cantora -, está em três faixas deste novo trabalho da artista.
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Divulgação |
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Novo álbum mescla gravações de compositores desconhecidos como Rodrigo Maranhão e Joyce Moreno com composições de consagrados como Xande de Pilares |
“Eu e o Arlindo somos muito amigos e sei que ele desejava um outro disco de samba. Mas a maior influência para essa escolha veio dos meus fãs. Todo o mundo sempre demonstrou morrer de saudades do “Samba Meu””, explica Maria Rita.
O disco também tem canções de Xande de Pilares, vocalista do Grupo Revelação. “”Bola pra Frente” fala muito de otimismo e da nossa consciência como cidadãos”, conta Maria Rita.
Ao ouvir “Rumo ao Infinito”, de Arlindo Cruz, Maria Rita chorou e repetiu as lágrimas durante o processo de gravação. O mesmo aconteceu com “Mainha me Ensinou”. “Há canções que simplesmente emocionam. Essa última é claramente por causa da minha mãe e também pelo fato de eu ser mãe. Não foi fácil gravá-la sem chorar”, afirma a cantora.
Ela selecionou, ainda, o clássico “Saco Cheio”, de Almir Guineto, e “Vai Meu Samba”, de Noca da Portela. “A música tem 30 anos, mas nunca tinha sido gravada”, diz, sobre a última.
A artista, que começou a carreira com dois CDs dedicados à MPB, “Maria Rita” (2003) e “Segundo” (2005), não descarta seguir no gênero. “O samba é muito forte para mim, mas não posso garantir ainda.”
Maria Rita abre caminho para novos compositores
Se é hábito de muitos intérpretes optar pelos clássicos na hora de selecionar repertório de um disco de samba, Maria Rita prefere apostar no novo. Das músicas inéditas de “Coração a Batucar”, muitas são da geração atual do samba.
“Eu recebi mais de mil músicas quando fui gravar meu segundo disco. Ou seja, são mil compositores querendo viver de música, procurando um caminho. Saber que eu sou uma porta para essas pessoas é emocionante”, diz a cantora. Ela lembra que alguns compositores que colaboraram em seus outros trabalhos ganharam força depois para lançar discos.
O álbum de Maria Rita apresenta alguns compositores menos conhecidos do grande público, como Rodrigo Maranhão e Joyce Moreno, além de nomes como Xande de Pilares, do Revelação, e o trio Magnu Sousá, Maurílio de Oliveira e Everson Souza, integrantes do extinto Quinteto em Branco e Preto. “Estou emocionado de ver uma música nossa na voz de uma das maiores cantoras do Brasil”, celebra Sousa, que agora forma o duo Os Prettos, com o irmão Maurílio.
“A atitude dela, de receber o novo, abre portas para o samba e para a música atual. Há uma mania de achar que só as canções antigas são boas, mas hoje também tem muita coisa legal”, diz o músico. “Há ainda boas canções novas de velhos compositores, também contemplados nesse CD”, diz Souza.