Esses dias atrás, estava eu sem ter algum material para me distrair (ler). Até que, vendo na estante uma Bíblia que ganhei, resolvi lê-la como documento de época. Não que eu seja um descrente, mas como historiador, procuro avaliar os materiais que chegam a minha mão como "fonte de época".
Primeiramente, pensei: será que estou pecando, mas não. Deus, na sua suprema consciência, iria me absolver pelo erro. Então comecei, livro por livro, lendo e fazendo resumo para arquivar as ideias contidas, ideia esta que resolvi não levar adiante; mas estou vendo-a como um manual de sobrevivência.
É impressionante, quando comecei, pensei: bem, é apenas um texto que faz parte de uma mentalidade de época, e isso vai ser interessante. Pois quando me deparei, estava eu tentando atravessar o Mar Vermelho, seguindo Moisés pelo deserto, sentido terra prometida; recebendo os dez mandamentos e até torcendo pela descendência de Rute.
O material se mostrou extraordinário para alguém quase ateu. E fica aí uma dica de leitura: a Bíblia, sim a Bíblia e seu conteúdo histórico/religioso.
Rafael Ramos Teixeira