O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou neste sábado (29) que há um exagero das informações sobre a aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), motivado por questões eleitorais.
"Não há dúvida que essa exacerbação das informações é campanha eleitoral. É claramente uma ação da oposição contra a presidente Dilma. Não tenho dúvida que é uma questão política", afirmou Gabrielli, que participa da reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Costa do Sauípe (85 km de Salvador).
Agora secretário estadual de Planejamento da Bahia, Gabrielli lamentou a decisão do Congresso Nacional de instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a compra da refinaria norte-americana. Mas disse que, se convidado, vai prestar esclarecimentos por "não ter nada a esconder".
"Nós já tivemos uma CPI (instalada em 2009 para Investigar a Petrobras). Acho que sou um dos poucos brasileiros vivos com a experiência de ter duas CPIs na vida", disse Gabrielli.
Lucro em Pasadena
O ex-presidente da Petrobras defendeu a compra da refinaria de Pasadena como um bom negócio no contesto da época da aquisição, em setembro de 2006.
Ele afirmou que atualmente a refinaria tem produção de 100 mil barris por dia, gerando um faturamento de R$ 3,6 bilhões para a petroleira brasileira. "A refinaria dá lucro para a Petrobras", afirmou.
Gabrielli classificou como falsa a informação de que a refinaria norte-americana teria custado R$ 1,1 bilhão à Petrobras.
"A refinaria saiu, em termos de ativo da refinaria, por 486 milhões de dólares, que correspondem a 4,86 mil dólares por barril. Eu desafio qualquer analista a dizer que este preço está acima do mercado", afirmou.