Furnas divulgou ontem o nome dos integrantes do fundo Constantinopla, sócio da estatal no consórcio que venceu o leilão da usina Três Irmãos, realizado anteontem em São Paulo.
O fundo é administrado pela gestora Cypress, voltada para operações no mercado de capital, e conta com outros quatro integrantes: GPI Participações e Investimentos, Goldenbank, Darjan Participações e Cialo Participações.
Segundo Furnas, o fundo Constantinopla foi escolhido após um processo de chamada pública que atraiu 16 interessados e durou seis meses. Os integrantes têm experiência de investimento em projetos de infraestrutura, de acordo com a estatal.
Até ontem os nomes haviam sido mantidos em sigilo, o que gerou desconfiança no governo de São Paulo e curiosidade no mercado.
Especulou-se que o nome do consórcio, Novo Oriente, poderia ser uma referência aos chineses da State Grid e Três Gargantas. Segundo a reportagem apurou, trata-se de uma ponte que foi alagada quando a usina foi construída.
Fundo
Segundo documentos entregues à CVM, o fundo Constantinopla, que tem participação de 50,1% no consórcio, conta com R$ 153 milhões de capital.
O número não é expressivo porque os novos controladores serão simplesmente mantenedores da usina, ficarão responsáveis pela operação. A expertise da geração ficará com Furnas, controlada pela União.
O consórcio Novo Oriente foi o único a apresentar proposta no leilão de ontem. Como não houve outros interessados, a oferta vitoriosa ficou no teto estabelecido no certame, que previa o custo de gestão de ativos em R$ 31,623 milhões por ano. O prazo de concessão é de 30 anos.
O Tribunal de Contas da União (TCU), contudo, proibiu o governo de assinar o contrato até que o órgão julgue o processo em que o governo de São Paulo aponta irregularidades no modelo de concessão.
A usina Três Irmãos fica no rio Tietê, no Estado de São Paulo. Até então, era administrada pela Cesp, entrou em operação em 1993 e tem capacidade para gerar 807,5 MW (megawatts).