08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os dois lados da mesma moeda


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Nesta semana duas reportagens despontaram na mídia parecendo ser opostas; em uma delas o Cel. Paulo Magalhães descreveu fria e descaradamente a tortura, morte de presos políticos considerados inimigos militares sem os direitos da convenção de Genebra. Em outra entrevista, o ex-sargento bauruense Darcy Rodriguez, mesmo demonstrando algum remorço, descreve como necessária a morte de um vigia bancário em assalto por companheiro para salvar sua vida e o assassinato de um motorista de táxi por ele para impedir a prisão de vários companheiros, além de explicar que era ele, Darcy, interlocutor de uma outra guerrilheira chamada Dilma Vana Youssef.

O que une os dois fatos além da frieza e do quase nenhum compromisso com a vida humana é que ambos se dizem igualmente idealistas e que este idealismo de direita e de esquerda justifica as mortes. Embora ambos se definam como democratas, quem conhece a história sabe que não ou que o coronel lutava ao lado do regime ditatorial de direita e o sargento pela implantação de um regime semelhante a Cuba, ou seja, uma ditadura de esquerda como a de Fidel. Tudo isto ficaria apenas para a história se uma guerrilheira da época não fosse hoje a presidente do Brasil, felizmente pela via democrática, inclusive candidata à reeleição. Mesmo assim, ela tem conseguido desmontar instituições, como as próprias forças militares, Congresso, inclusive com o pagamento do mensalão, e agora mais recentemente com a indicação para o Supremo Tribunal de pessoas como Levandowski (amigo de dona Marisa), Tofoli (advogado do PT), Zavaski, Barroso e Rosa Webwe, formando uma verdadeira bancada petista e não da Nação brasileira.

Márcio M. Carvalho