10 de julho de 2026
Nacional

DF: 'Foi o pouso mais 'manteiga' da minha vida`, diz piloto da Avianca

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Menos de dois dias depois de ter feito um bem-sucedido pouso de emergência no aeroporto de Brasília, o comandante Eduardo Verly, 45, diz que não se sente um herói.

`Sei que as pessoas estão me achando herói, mas não sinto um herói. Dou risada quando ouço porque acho engraçado. Mas sou uma pessoa normal, que foi treinada e seguiu todos os procedimentos em casos assim.''

Na hora, diz, o `pouso foi o mais manteiga da minha vida'' 'pouso manteiga'' é um pouso suave, no jargão da aviação.

A `ficha'', diz o comandante, só caiu no hotel, mais de duas horas depois de o Fokker-100 da Avianca em que estava ter aterrissado sem o trem de pouso dianteiro na pista de Brasília -ninguém se feriu no acidente.

`Fiquei um tempo embaixo do chuveiro, aí que veio o filme e relembrei a proporção, como que foi o negócio. Ouvi o áudio da conversa com a torre e não me reconheci.''

Católico não praticante, disse que `conversou bastante'' com Deus depois que tudo acabou bem. `Tenho que agradecer pela frieza, pela calma e pelas tomadas de decisão. Mas na hora, dentro do avião, não pensei em nada.''

Entenda o acidente

A aeronave da Avianca fez o pouso forçado de 'barriga'' na pista do aeroporto de Brasília, na tarde de anteontem, porque o trem de pouso não funcionou.

O avião fazia o voo O6 6393, que havia saído de Petrolina (PE) com 44 passageiros e cinco tripulantes a bordo - a capacidade máxima é de 100 pessoas.

De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), o piloto informou o problema à torre de comando às 17h05 e pousou às 17h55.

A pista onde o avião pousou há duas no aeroporto só reabriu três horas depois.Antes do pouso forçado, Verly foi obrigado a gastar o combustível do avião, para a aeronave aterrissar de maneira mais leve e reduzir a velocidade do pouso e o risco de explosão. Para tal, voou sobre Brasília por 50 minutos.

Durante esse período, o piloto declarou à tripulação e passageiros que faria um pouso de emergência. Em terra, equipes do Corpo de Bombeiros ficaram de prontidão para despejar espuma sobre a pista. O procedimento reduziu o atrito do avião com o solo.

Os passageiros foram retirados por escorregadeiras infláveis acionadas nas duas portas dianteiras do avião.

A FAB considera que, diante da emergência, o pouso foi satisfatório. Ao aterrissar, o avião tocou o solo primeiro com o trem traseiro.

Ninguém se feriu, segundo a Avianca e a concessionária Inframérica, que administra o aeroporto de Brasília.

O copiloto teve dores na coluna. Ele foi atendido em um hospital na capital federal.

O Fokker-100 acidentado, prefixo PR-OAF, fez o primeiro voo em 1992 e está na Avianca desde 2006.

Investigação

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) irá apurar o acidente. Entre as possibilidades estão falha hidráulica, elétrica ou mecânica.

O órgão disse que não tem prazo para concluir a investigação.

Piloto evitou manobras bruscas para não assustar passageiros

Calmo e sereno, o piloto da Avianca que fez o pouso forçado de 'barriga' no aeroporto de Brasília, anteontem, adotou um protocolo de segurança para não assustar os passageiros.A bordo estavam 49 pessoas - a capacidade da aeronave é para 100.

Durante a conversa com a torre de controle do aeroporto para definir a melhor forma de pousar, o piloto do voo O6 6393 descreveu a falha e todos os procedimentos adotados.

Quando verificou que o trem de pouso dianteiro não iria funcionar, o piloto solicitou a presença de equipes do Corpo de Bombeiros e ambulâncias em terra.

Um das medidas adotadas pelo comandante foi sobrevoar a capital federal por 50 minutos, para gastar o máximo possível de combustível e diminuir qualquer risco de explosão.Ele também evitou fazer manobras bruscas para manter os passageiros calmos.

Com apenas o trem de pouso traseiro em funcionamento, a aeronave da Avianca, um Fokker-100, pousou às 17h55.

Ninguém se feriu, segundo a Avianca e a concessionária Inframérica, que administra o aeroporto de Brasília.O copiloto teve dores na coluna. Ele foi atendido em um hospital na capital federal.

Assim que tocou o solo, a aeronave percorreu a pista e, depois, a parte dianteira do avião abaixou e gerou um certo atrito entre a fuselagem e a pista.

O Fokker-100 acidentado, prefixo PR-OAF, fez o primeiro voo em 1992 e está na Avianca desde 2006.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) irá apurar o acidente. Entre as possibilidades estão falha hidráulica, elétrica ou mecânica.O órgão disse que não tem prazo para concluir a investigação.

Em nota, a Avianca disse que o pouso foi seguro e que prestou assistência aos passageiros.   

José Cruz/ABr

Em nota, após o incidentes, a Avianca disse que o pouso foi seguro e que prestou assistência aos passageiros