10 de julho de 2026
Internacional

Putin diz a Merkel que fará retirada parcial de fronteira ucraniana

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Stringer/Reuters

Um militar russo aguarda perto de Simferopol, próximo a tanques ucranianos em vagões que devem partir para outras regiões da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse à chanceler alemã, Angela Merkel, em telefonema nesta segunda-feira (31), que ordenou uma retirada parcial de tropas russas da fronteira leste da Ucrânia. A informação é do porta-voz da chancelaria alemã.

"O presidente russo informou a chanceler sobre a ordem de retirada parcial de tropas russas da fronteira leste", disse o comunicado do porta-voz Steffen Seibert.

"Além disso, os dois discutiram os próximos passos para estabilizar a situação na Ucrânia e na Transnistria", disse Seibert.

Também nesta segunda-feira (31), o porta-voz do ministério ucraniano da Defesa disse que a Rússia "retira progressivamente" suas tropas posicionadas na fronteira com a Ucrânia. "As forças russas se retiram progressivamente da fronteira", afirmou o porta-voz Olexei Dimitrashkivski.

"Talvez tenha ligação com a necessidade de assegurar um rodízio. A outra hipótese é que estaria relacionada com as negociações entre Rússia e Estados Unidos."

Na quinta-feira (27), o presidente do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Andrei Parubei, afirmou que Moscou havia mobilizado 100 mil soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia.

O governo dos Estados Unidos mencionou a presença de 20 mil homens e considera a retirada das forças uma condição para o fim da crise, como reiterou no domingo (30) em Paris o secretário de Estado americano, John Kerry, após uma reunião com o chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov.

Moscou negou ter enviado tropas à fronteira e alegou que recentes inspeções internacionais não destacaram nenhuma atividade militar fora do comum. O Kremlin acusou os países ocidentais de má-fé. No sábado, Lavrov afirmou que Moscou não tinha "absolutamente nenhuma intenção ou interesse" em atravessar a fronteira.

Medvdev na Crimeia

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, chegou nesta segunda-feira (31) à Crimeia acompanhado de mais da metade dos ministros de seu governo na primeira visita à península desde sua plena incorporação à Rússia no último dia 21.

"Estou em Simferopol [capital da península]. O governo discutirá hoje aqui o desenvolvimento da Crimeia", publicou Medvedev no Twitter.

A assessoria de imprensa do executivo russo informou que o primeiro-ministro presidirá uma reunião de governo para abordar o desenvolvimento socioeconômico da Crimeia e do porto de Sebastopol, as duas novas entidades da federação.

Os ministros informarão Medvedev sobre o andamento das ordens que receberam a uma semana de tomar medidas urgentes para melhorar a economia e aliviar as necessidades sociais dos habitantes da Crimeia.

O primeiro-ministro ordenou que os ministérios de Finanças e de Trabalho preparassem um plano escalonado para reajustar os salários dos trabalhadores públicos da península até igualá-los à média russa.

Os ministros também deverão apresentar as primeiras propostas para criar uma zona econômica especial nas duas novas entidades da federação. O Ministério de Transporte informará nesta segunda-feira (31) suas propostas para aumentar as conexões aéreas entre a Crimeia e as principais cidades russas.