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Agência Brasil |
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PSD de Kassab lança candidatura própria a governador |
O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), lançou nesta segunda-feira (31) sua pré-candidatura ao governo do Estado com a cautela de não dar à decisão caráter irrevogável.
Em discurso para lideranças do partido durante evento na capital paulista, Kassab afirmou que o PSD se mostrou capaz de ter candidato próprio à sucessão do Palácio dos Bandeirantes e disse que "a pré-candidatura [ao governo paulista] é um fato consumado". No entanto, ao ser confrontado por jornalistas sobre a decisão, o ex-prefeito foi menos assertivo e disse que sua pré-candidatura é "uma tendência praticamente irreversível".
"A legislação eleitoral não nos permite fazer nenhuma referência à candidatura. É evidente que uma pré-candidatura é um indicativo forte da vontade do partido, uma tendência praticamente irreversível", declarou Kassab.
Durante o evento na sede do PSD em São Paulo, a ex-vice-prefeita Alda Marco Antônio destacou o trabalho de consulta às bases do partido que, segundo ela, atingiu 90% dos municípios do Estado e aclamou "por unanimidade" o nome de Kassab como representante da sigla na eleição estadual de 2014.
Apesar de dizer que aceitava ser o pré-candidato ao governo paulista, o que chamou de "missão", Kassab destacou a possibilidade de fazer alianças no Estado e disse ainda que "as conversas com outros partidos são naturais nesse momento".
Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos disse que o PSD "está colocando o carro na rua" ao lançar a pré-candidatura de Kassab, mas ponderou que a política é "muito dinâmica" e que é preciso "estar atento" aos cenários.
Chapa com Meirelles
Ex-presidente do Banco Central no governo Lula, Henrique Meirelles foi um dos nomes mais aclamados durante o evento do PSD. Afif e Kassab fizeram deferência a ele em diversos momentos e reforçaram o convite do partido para que ele seja o candidato ao Senado da sigla.
"O cargo de senador está sorrindo para você e sei que você também está sorrindo para ele", brincou Afif.
Meirelles, por sua vez, disse estar "honrado" com o convite mas ainda "avaliando" a possibilidade frente às suas responsabilidades "no setor privado nacional e internacional".
"Participo se conselhos aqui e no exterior e preciso definir de que maneira contribuo mais, se é entrando na atividade parlamentar ou permanecendo na privada", afirmou.
Meirelles definiu o PSD como um partido "novo" e de "competência e eficiência política" e disse que é de uma administração moderna que o Estado de São Paulo precisa.