Apesar de afirmarem em público não temer uma CPI da Petrobras, líderes do PMDB e do PT vão tentar, nos bastidores, impedir a instalação ou, então, o funcionamento da comissão proposta pela oposição no Senado.
A avaliação é que, em ano eleitoral, uma CPI, mesmo controlada, pode acabar sendo prejudicial ao governo Dilma e o melhor caminho é usar todos as manobras permitidas pelo regimento do Congresso para impedir a instalação da comissão.
Na semana passada, depois que o PSDB conseguiu o apoio de 29 senadores, o Planalto decidiu partir para o confronto e orientou seus aliados a defender a inclusão de outros tópicos na investigação, além da compra da refinaria de Pasadena.
O PT propôs incluir a investigação sobre o cartel de trens em São Paulo, que atingiria os tucanos, e o porto de Suape, mirando o governador Eduardo Campos (PSB-PE).
A tática era forçar um recuo de oposicionistas e aliados que assinaram o pedido do PSDB, mas não surtiu o efeito esperado. Agora, líderes do PMDB e do PT acreditam que este não é o melhor caminho.
O governo Dilma fará uma última tentativa de convencer aliados a retirar suas assinaturas. Precisa convencer pelo menos três senadores, já que a oposição reuniu 29 apoios - são necessários 27 para formalizar o pedido de uma CPI.
Costa recorre ao STF
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa recorreu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar ser libertado. Investigado por suspeita de envolvimento com irregularidades, Costa teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em Curitiba.
Na casa do ex-diretor foi encontrada grande quantia de dinheiro.