11 de julho de 2026
Cultura

Confira os destaques da São Paulo Fashion Week

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

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Modelo desfila criação da estilista Patrícia Motta

A estilista Patricia Motta comemorou 20 anos de carreira na passarela da São Paulo Fashion Week, nesta terça-feira (1º), segundo dia de desfiles da temporada de verão 2015.

Além de lançar o primeiro desfile de noiva de sua carreira - um modelo longo em couro cortado a laser -, a mineira misturou comprimentos curtos, mídi e justos em uma coleção que faz referência a uma viagem de sete dias que fez no interior de Minas Gerais.

"Lá, passei horas debaixo de uma pitangueira, que virou estampas nos vestidos e tops", explica Motta, que é considerada referência da moda em se tratando de couro.

A silhueta justa, marcada na cintura, é feminina e feita para garotas magras. Sobreposições com casaquetos e vazados completam o mix proposto pela estilista.

Herchcovitch faz releitura menos sensual de Marilyn Monroe

Em nova coleção, Alexandre Herchcovitch quer vestir uma mulher sóbria e segura, que está indo para algum lugar.

Embora o estilista afirme que a inspiração tenha partido de Marilyn Monroe, o que se via na passarela não era a sensualidade exacerbada da atriz e sim vestidos retos, ajustados só pelas costas com zíper, sem costura alguma e com várias pregas formando os drapeados. Casacos e terceiras peças bem trabalhados escondiam as formas justas das calças e saias, protegendo o corpo e fazendo um contraponto ao clima mais sensual proposto por grifes como a Tufi Duek.

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Modelo apresenta criação de Alexandre Herchovitch

"Esse foi o tema mais difícil que já me propus porque a simples menção do nome da Marilyn Monroe já traz essas referências do pink, do decote, que são códigos meio óbvios que eu tentei retrabalhar", conta o estilista.

Não há na coleção uma repetição de materiais, é como se a cada look o estilista tivesse usado tecidos completamente diferentes que vão de vestidos de linho com algodão e saias de sarja de lã até peças em gabardine albene e crepe, parkas de cetim duchese e casacos de zibeline de seda. A mistura de materiais cria um jogo de texturas interessante e que convida ao toque.

A maior parte dos looks contava com mais de uma bolsa. Algumas modelos carregavam uma bolsa em uma mão e uma sacola em outra, já outras traziam cadernos e livros nas mãos sugerindo que essa roupa foi feita para uma mulher mais cotidiana, que de fato está indo para algum lugar e tem sua bagagem para levar.

Pat Pat's traz ao SPFW looks de shopping center e beleza bem nascida

Em seu segundo ano de São Paulo Fashion Week, a Pat Pat's tenta se firmar como a grife das patricinhas paulistanas. Com beleza assinada por Marcos Proença - o cabeleireiro queridinho das blogueiras de moda -, trilha sonora feita pela prima da estilista, a DJ Harley Viera-Newton, e roupas inspiradas no clima californiano, a marca apresentou looks com couro recortado e franjões, comprimentos mini e barriga de fora.

Peças vazadas e metalizadas de inspiração esportiva e cores da moda como o laranja tiveram lugar de destaque na coleção da estilista Andrea Viera. As peças são mais do que usáveis: dá para imaginar qualquer uma delas passeando pelo shopping center assim que acabar o desfile.

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Alexandre Herchcovitch disse que quer vestir uma mulher sóbria e segura

Ministra diz que vai incluir moda no orçamento

A moda será incluída no orçamento deste ano do Ministério da Cultura, informou na segunda-feira (31) a ministra, Marta Suplicy, durante a abertura da São Paulo Fashion Week.

O setor dividirá com artes plásticas, teatro e cinema, por exemplo, o aporte de R$ 3,26 bilhões que foi liberado pelo governo federal para a cultura.

O montante que será destinado ao setor não está definido. Marta disse que sua pasta irá além da inclusão da moda na Lei Rouanet.

Em agosto de 2013, a ministra autorizou três estilistas a captarem mais de R$ 7 milhões via renúncia fiscal, apesar de as propostas terem sido rejeitadas na comissão que define quem pode se beneficiar da lei.

A aprovação pela ministra foi questionada na época. "A celeuma em torno da aprovação já era esperada e isso espantou os patrocinadores. Isso [a aprovação] está sendo deglutido pelas pessoas", afirma.

Para a ministra, "nenhum setor é pior do que o outro", e o papel do ministério é "abrir as portas para a moda". Sobre a política que está sendo planejada para o mercado, ela afirmou não ter detalhes. "Tudo o que disser hoje, amanhã posso desdizer."