08 de julho de 2026
Geral

Gado: exame aponta para intoxicação


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Já se passam três dias da morte misteriosa de 280 cabeças de gado em uma fazenda de Bauru, localizada da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Apesar de alguns exames demorarem até 15 dias para ficarem prontos, um deles, a coleta de sangue dos animais, já aponta para intoxicação.

 

Agora, os veterinários do setor de Defesa Animal do Escritório de Desenvolvimento Rural, que respondem pela Secretaria Estadual de Agricultura no município, tentam descobrir qual o tipo de intoxicação que causou a morte dos animais no último domingo.

 

De acordo com Heloisa Lombardi, diretora do Departamento de Saúde Coletiva, foram colhidas amostras para exames de necropsia, bioquímico e histopatológico. Conforme apurou o JC, o exame bioquímico de sangue já indica a intoxicação. 

 

“De fato, o veterinário havia dito ‘desse jeito que está acontecendo, morrendo tantos animais de uma só vez, existe uma grande probabilidade de ser uma intoxicação, tipo um botulismo”, salientou Heloisa.

 

A suspeita também é confirmada pelo prefeito Rodrigo Agostinho, que também acompanha o desdobramento do caso. 

 

“O que o pessoal está discutindo que é o mais provável é uma intoxicação alimentar causada por botulismo. Provavelmente a comida pode ter tido algum problema de armazenamento, ou a chuva molhou, e acabou desenvolvendo o botulismo”. Mais: “Do ponto de vista de uma doença, capaz de matar tão rápido assim, o mais provável seria botulismo. Mas tudo isso depende de confirmação. Que foi intoxicação, isso é muito claro, mas não se sabe se foi da alimentação, biológica, ou se foi envenenamento”.

 

Em conversa com a reportagem na noite de ontem, o proprietário da fazenda, que pediu sigilo da identidade, também confirmou a intoxicação. 

 

“Sairão mais exames. Deve ter sido intoxicação alimentar mesmo. Agora estão fazendo a análise da ração que eles estavam comendo. Hoje está tudo bem, não morreu mais nenhum animal”, disse.

 

Quarentena

 

O caso está sendo acompanhado pela Defesa Animal e o proprietário da fazenda não pode comercializar a carne até que todos os exames sejam concluídos. As 520 cabeças de gado de corte que sobreviveram estão em quarentena, fora do confinamento da fazenda, onde houve a mortandade.

 

O proprietário dos animais afirmou à reportagem que não acredita que foi vítima de crime.